Enleada nas conversas com a minha própria sombra, com o reflexo que o fogo deixa na parede, passei para lá da consciência. Escavei um pouco mais fundo, como disse a Maria: "quando achas que chegas-te ao fundo, há sempre quem escave e chegue ainda mais fundo!", ignorante a pensar que iria encontrar água àquela profundidade. Escavei e escavei, já não ligando a nada, nem à falta de sol, nem à falta de alimentação, nada! Apenas escavava, com as mãos, já não sentindo os dedos, com o sangue misturado na terra. Perdida na imensidão do local onde cheguei, vi-me inundada em lágrimas, em suor, sangue e falta de pensamento. Pedi que viesse a morte e o tempo e me arrancassem o coração! Mas nada, ali ninguém me ouvia. Estava apenas eu. E gritei até me doer o interior! Sentei-me, enjoada com todos os sentimentos que cavalgam dentro de mim.
Ali, no meio do meu nada, reparei numa cereja no bolso, decidi come-la! E o seu sabor era delicioso! Era estaladiça, sumarenta, vermelha, brilhante. Aquela cereja fez-me despertar todos os meus sentidos. Peguei no caroço e enterrei-o! Tinha todas as condições para a semente germinar, menos o sol. Sentei-me novamente e pedi, pedi fortemente para que do meu coração estilhaçado e negro saísse luz! Sabia que bem ao fundo dele havia ainda uma força enorme, que estava apenas adormecida e magoada. De olhos bem cerrados entoei uma oração para que de mim brotasse a luz necessária para fazer crescer a semente. Para que um dia houvesse árvore, flores e frutos. E como se de uma mão se tratasse, senti uma força imensa a entrar no meu peito e a remexer no meu interior, a vasculhar no meu coração e a travar um braço de ferro com algo que não queria de lá sair. As dores eram insuportáveis! Mas eu estava como que petrificada e nada poderia fazer a não ser desejar perder os sentidos para deixar de sentir.
Até que por fim, tal como a dor final de um parto, algo do interior do meu peito saiu! Era uma luz! Tão clara, tão forte, tão quente, como jamais julguei ter em mim!
Direccionei a luz para a semente e esperei. E vou esperar que esta rebente da terra, que cresça e que no seu crescimento me leve nos seus ramos de novo para a superfície. E enquanto lhe der luz, ela dar-me-há alimento e protecção. E um dia chegaremos lá a cima.
Imogen Heap - The moment i said it
Porque muitas vezes, a força das palavras é tão forte que por muito que apertemos o torniquete acaba por gotejar alguma coisa. Pensamentos, por vezes pouco pensados, outros bastante sentidos. Alguns sem nexo para a maioria de vós. Todos eles parte de mim, com diferentes estados de espírito.
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quarta-feira, dezembro 01, 2010
sexta-feira, setembro 24, 2010
Texto roubado
"Com um último impulso, toco com a mão no fundo subaquático. Enquanto sinto o ar fugir, penso se será sempre necessário irmos ao fundo, mesmo ao fundo dos nossos terrores para conseguirmos emergir mais limpos, sãos. Naquele instante que separa a Vida da Morte, o instante que muda tudo, a bifurcação nos nossos sonhos, será aí que reside a solução? Teremos de estar próximos da sufocação para conseguirmos ver? Estaremos mais lúcidos nessa altura? Ou esse instante, em que quase vemos, quase sentimos o outro caminho, serve para despoletar os nossos sentidos mais profundos, o instinto implacável que nos grita aos ouvidos: Sobe! Sobe! SOBE!
Quem nunca sentiu esse pânico, não sabe que intensidade pode atingir o medo de tomarmos as decisões erradas, que nos levam para o fundo do poço. O medo incrível que surge quando percebemos que muitas (todas?) vezes estas decisões são instantâneas e irreversíveis.
Estranhamente, pelo menos para mim, parece que não há meio caminho. Este processo de limpeza, de "emergência", tem de ser feito a partir do fundo senão não resulta, fica incompleto, como se nos tivessemos esquecido de varrer um canto escuro de uma casa impecavelmente limpa."
"Quem nunca sentiu esse pânico, não sabe que intensidade pode atingir o medo de tomarmos as decisões erradas(...)"
"Ai mulher de tomates pah" dizem-me por vezes.
Não consigo deixar de sorrir e pensar o quão ignorantes são. O medo! O medo é o catalisador da maioria das minhas acções.
Pegando um pouco no texto em cima, por vezes fico exausta disto tudo e então jogo-me em apneia e começo a descer, lentamente, somente com o ar que tenho nos pulmões.
À medida que vou descendo, vou ficando em paz, a ideia da falta de sol e som atrai-me bastante. Leva-me para um outro mundo. O problema é o tempo, é o querer ficar naquela calma, descer cada vez mais.
No entanto, como em todos os outros espaços, há dificuldades... Existe a pressão à medida que desço, que me pontapeia o peito e os ouvidos e lentamente vejo-me obrigada a largar um pouco de ar, e mais e mais.
Quando finalmente chego ao fundo e sinto-me feliz por sentir o chão nas mãos, o ar restante sai. São já muitas as dores no peito e a pressão nos ouvidos é cada vez mais incomoda.
E é então que dou o impulso com as pernas para subir... Mas infelizmente esqueci-me que sem ar nos pulmões a subida é bem pior, as dores no peito e a pressão nos ouvidos desconcentram-me e começo a panicar. Tento por tudo bater os pés para subir, mas já não me resta grande energia, olho para cima e ainda tenho uma grande camada de água a sobrepor-me.
Não desistas! - penso. Força, só mais um esforço! - convenço-me.
Lá em cima há ar, tanto ar. Aquilo que mais anseias neste momento.
Nesse momento bato pernas e dou aos braços com toda a força que me resta. A claridade aproxima-se, a densidade da água é menor. A primeira inspiração é horrível! Tão dolorosa quanto estar sem ar. A pouco e pouco aprendo de novo como respirar, lentamente o movimento da caixa torácica abranda. Sinto-me tonta, dormente. E sem noção do espaço físico que me rodeia.
Equilibro-me... E vou direita para a toalha, onde adormeço.
Quem nunca sentiu esse pânico, não sabe que intensidade pode atingir o medo de tomarmos as decisões erradas, que nos levam para o fundo do poço. O medo incrível que surge quando percebemos que muitas (todas?) vezes estas decisões são instantâneas e irreversíveis.
Estranhamente, pelo menos para mim, parece que não há meio caminho. Este processo de limpeza, de "emergência", tem de ser feito a partir do fundo senão não resulta, fica incompleto, como se nos tivessemos esquecido de varrer um canto escuro de uma casa impecavelmente limpa."
"Quem nunca sentiu esse pânico, não sabe que intensidade pode atingir o medo de tomarmos as decisões erradas(...)"
"Ai mulher de tomates pah" dizem-me por vezes.
Não consigo deixar de sorrir e pensar o quão ignorantes são. O medo! O medo é o catalisador da maioria das minhas acções.
Pegando um pouco no texto em cima, por vezes fico exausta disto tudo e então jogo-me em apneia e começo a descer, lentamente, somente com o ar que tenho nos pulmões.
À medida que vou descendo, vou ficando em paz, a ideia da falta de sol e som atrai-me bastante. Leva-me para um outro mundo. O problema é o tempo, é o querer ficar naquela calma, descer cada vez mais.
No entanto, como em todos os outros espaços, há dificuldades... Existe a pressão à medida que desço, que me pontapeia o peito e os ouvidos e lentamente vejo-me obrigada a largar um pouco de ar, e mais e mais.
Quando finalmente chego ao fundo e sinto-me feliz por sentir o chão nas mãos, o ar restante sai. São já muitas as dores no peito e a pressão nos ouvidos é cada vez mais incomoda.
E é então que dou o impulso com as pernas para subir... Mas infelizmente esqueci-me que sem ar nos pulmões a subida é bem pior, as dores no peito e a pressão nos ouvidos desconcentram-me e começo a panicar. Tento por tudo bater os pés para subir, mas já não me resta grande energia, olho para cima e ainda tenho uma grande camada de água a sobrepor-me.
Não desistas! - penso. Força, só mais um esforço! - convenço-me.
Lá em cima há ar, tanto ar. Aquilo que mais anseias neste momento.
Nesse momento bato pernas e dou aos braços com toda a força que me resta. A claridade aproxima-se, a densidade da água é menor. A primeira inspiração é horrível! Tão dolorosa quanto estar sem ar. A pouco e pouco aprendo de novo como respirar, lentamente o movimento da caixa torácica abranda. Sinto-me tonta, dormente. E sem noção do espaço físico que me rodeia.
Equilibro-me... E vou direita para a toalha, onde adormeço.
segunda-feira, setembro 13, 2010
O que uma vez li... Depois escrevi.. Agora voltaram a devolver-me =D
"Sabes como apareceu o Girassol??!!
Dizem que existia no céu uma Estrela tão apaixonada pelo Sol, que era a 1ª a aparecer no céu, antes que o Sol se escondesse. E sempre que o Sol se punha ela chorava lágrimas de chuva.
A Lua falava com a estrela, dizendo-lhe que não podia surgir tão cedo, porque havia sido feita para brilhar de noite, para acompanhar a Lua pela céu, e que não fazia qualquer sentido aquela paixão. Mas a Estrela amava cada raio de Sol como se fossem a única luz de sua vida, esquecida até que tinha o seu próprio brilho...
Um dia ela resolveu falar com o Rei Vento para pedir ajuda, pois queria ficar para sempre a contemplar o Sol, a sentir o seu calor, eternamente, por todos os séculos. O Rei Vento respondeu que o seu sonho era impossível de realizar, a não ser que ela abandonasse o céu e fosse morar sobre a Terra, deixando de ser Estrela.
A Estrelinha não pensou duas vezes: tornou-se estrela cadente e foi descendo à Terra, em forma de semente. O Rei Vento plantou esta semente com todo o carinho, numa terra fértil e macia. E regou-a com as mais lindas chuvas da sua vida. A semente transformou-se em planta, cresceu e tentou ficar sempre perto do sol. As suas pétalas foram-se abrindo, girando devagarinho, seguindo o percurso do Sol à medida que este avançava sobre o céu.
E assim as pétalas ficaram pintadas de dourado, da cor do Sol.."
Dizem que existia no céu uma Estrela tão apaixonada pelo Sol, que era a 1ª a aparecer no céu, antes que o Sol se escondesse. E sempre que o Sol se punha ela chorava lágrimas de chuva.
A Lua falava com a estrela, dizendo-lhe que não podia surgir tão cedo, porque havia sido feita para brilhar de noite, para acompanhar a Lua pela céu, e que não fazia qualquer sentido aquela paixão. Mas a Estrela amava cada raio de Sol como se fossem a única luz de sua vida, esquecida até que tinha o seu próprio brilho...
Um dia ela resolveu falar com o Rei Vento para pedir ajuda, pois queria ficar para sempre a contemplar o Sol, a sentir o seu calor, eternamente, por todos os séculos. O Rei Vento respondeu que o seu sonho era impossível de realizar, a não ser que ela abandonasse o céu e fosse morar sobre a Terra, deixando de ser Estrela.
A Estrelinha não pensou duas vezes: tornou-se estrela cadente e foi descendo à Terra, em forma de semente. O Rei Vento plantou esta semente com todo o carinho, numa terra fértil e macia. E regou-a com as mais lindas chuvas da sua vida. A semente transformou-se em planta, cresceu e tentou ficar sempre perto do sol. As suas pétalas foram-se abrindo, girando devagarinho, seguindo o percurso do Sol à medida que este avançava sobre o céu.
E assim as pétalas ficaram pintadas de dourado, da cor do Sol.."
segunda-feira, março 01, 2010
REI ÉDIPO - Teatro D. Maria II
Com Diogo Infante como Rei Édipo, ontem maravilhei-me a ver esta peça, maravilhosamente encenada e com um elenco fortíssimo!
A música foi brilhantemente colocada e o maestro Pedro Carneiro (que já tive a oportunidade de o ver várias vezes no CCB) não deixou o seu brilho por mãos alheias!
Aconselho vivamente!
Muitos parabéns a toda a equipa!
A música foi brilhantemente colocada e o maestro Pedro Carneiro (que já tive a oportunidade de o ver várias vezes no CCB) não deixou o seu brilho por mãos alheias!
Aconselho vivamente!
Muitos parabéns a toda a equipa!
sexta-feira, outubro 23, 2009
Do not enter in Bang Bang - Tatto and Piercing

Esta chossa em Sintra, tem renome, mas ninguém se preocupa minimamente. Uma tatuagem de 150 € que ficou uma autêntica merda. Apesar dos esforços para tentar arranjar uma maneira de "retocar" a tatuagem, o meu amigo ficou com uma COISA gigante e mal feita no braço.
Desaconselho muito esta loja.
Gozam, brincam com os clientes e com a pele deles. E ainda se divertem a fazer Smiles, nos desenhos como forma de assinatura, sem sequer perguntarem ao cliente.
Agora fazer queixa como? Neste sítio nem passam papel nenhum de recibo ou o que quer que seja. Talvés um pouco de inocência por parte do meu amigo, mas para quem se diz profissional e com reputação... Estes gajos mereciam era serem obrigados a pagarem o tratamento a lazer, no mínimo.
Muito cuidado onde fazem tatuagens, é para a vida toda... Cuidado onde e em quem metem a vossa pele nas mãos.
quinta-feira, setembro 10, 2009
Puzzle e pó
Um puzzle há muito montado, ganha pó entre as fissuras, mesmo que limpemos a sujidade apenas sai do exterior.
Com as pessoas acontece o mesmo. Há medida que vamos crescendo, vamo-nos construindo, ganhando forma. Como um puzzle...
Mas temos de ir soprando os grãos de pó por entre as peças. Há medida que vamos conhecendo a pessoa, que vamos montando a sua imagem na nossa cabeça, porque se não essa sujidade passa-nos despercebida. E infelizmente a bela imagem que criamos é bem menos que o pó que ela contém.
E quando sopra o vento bravo, todo aquele pó nos cobre, a sujidade o odor… E aí lembramo-nos que quando montámos o puzzle sentimos uma certa comichão no nariz, por a alergia ao pó vem muito de trás. Mas tal como crianças com doces, não conseguimos parar com algo que desperta a atenção e que nos dá bem estar.
O ser humano acomodou-se muito ao conforto e esqueceu-se dos instintos.
E depois, vem a máscara de ar, a bomba da asma, tudo. O medo de adoecer.
Quando tudo se resume a instintos. Apenas instintos.
Estalos na cara são para acordar, não para punir. Espero que a lição esteja bem aprendida. Por vezes o lobo veste a pele de cordeiro. E muito disso nos esquecemos.
Com as pessoas acontece o mesmo. Há medida que vamos crescendo, vamo-nos construindo, ganhando forma. Como um puzzle...
Mas temos de ir soprando os grãos de pó por entre as peças. Há medida que vamos conhecendo a pessoa, que vamos montando a sua imagem na nossa cabeça, porque se não essa sujidade passa-nos despercebida. E infelizmente a bela imagem que criamos é bem menos que o pó que ela contém.
E quando sopra o vento bravo, todo aquele pó nos cobre, a sujidade o odor… E aí lembramo-nos que quando montámos o puzzle sentimos uma certa comichão no nariz, por a alergia ao pó vem muito de trás. Mas tal como crianças com doces, não conseguimos parar com algo que desperta a atenção e que nos dá bem estar.
O ser humano acomodou-se muito ao conforto e esqueceu-se dos instintos.
E depois, vem a máscara de ar, a bomba da asma, tudo. O medo de adoecer.
Quando tudo se resume a instintos. Apenas instintos.
Estalos na cara são para acordar, não para punir. Espero que a lição esteja bem aprendida. Por vezes o lobo veste a pele de cordeiro. E muito disso nos esquecemos.
Quanto ao pó? Abre-se a janela e areja-se a casa!
Limpa-se com um pano o mais difícil, sacode-se e lava-se na máquina.
terça-feira, agosto 18, 2009
Suzanne Vega =) Vou contar uma história...
Dizem que Calypso perdeu a imortalidade quando se apaixonou, ou plo menos assim o gosto de pensar. Porque acho que nenhum amor é imortal, e só o é vivido em pleno estado quando consciente da sua possível perda. Calypso tornou-se comum mortal quando o seu coração se partiu, quando abriu mão daquilo que mais precioso tinha.
Calypso
My name is Calypso
And I have lived alone
I live on an island
And I waken to the dawn
A long time ago
I watched him struggle with the sea
I knew that he was drowning
And I brought him into me
Now today
Come morning light
He sails away
After one last night
I let him go.
My name is Calypso
My garden overflows
Thick and wild and hidden
Is the sweetness there that grows
My hair it blows long
As I sing into the wind
My name is Calypso
And I have lived alone
I live on an island
I tell of nights
Where I could taste the salt on his skin
Salt of the waves
And of tears
And though he,pulled away
I kept him here for years
I let him go
My name is Calypso
I have let him go
In the dawn he sails away
To be gone forever more
And the waves will take him in again
But he'll know their ways now
I will stand upon the shore
With a clean heart
And my song in the wind
The sand will sting my feet
And the sky will burn
It's a lonely time ahead
I do not ask him to return
I let him go
I let him go
Então, cansou-se da solidão e de seu poder e mergulhou no mar torubulento. Nadou e combateu contra as altas ondas que plo caminho se fizeram. Cansada, por fim desistiu e decidiu deixar-se embalar para sempre num sono eterno com o Oceano.
Até que frescas mãos sentiu no rosto e num beijo de ar a acordou. Sentiu o seu interior ser comido por borbuletas, mas de forma indolor.
A sensação... A sensação que outrora vivera era mais forte, mais repentina, mais certa!
Tomou-se nesse amor, com humanidade e coração.
E vive em torno dessa sua nova natureza, feliz.
Nunca agradecera o suficiente a sorte de ter sido empurrada pla maré para a praia. E de ter sido salva por tão belo ser!
Gypsy
You come from far away
With pictures in your eyes
Of coffeeshops and morning streets
In the blue and silent sunrise
But night is the cathedral
Where we recognized the sign
We strangers know each other now
As part of the whole design
Oh, hold me like a baby
That will not fall asleep
Curl me up inside you
and let me hear you through the heat
You are the jester of this courtyard
With a smile like a girl's
Distracted by the women
With the dimples and the curls
By the pretty and the mischievous
By the timid and the blessed
By the blowing skirts of ladies
Who promise to gather you to their breast
Oh, hold me like a baby...
You have hands of raining water
And that earring in your ear
The wisdom on your face
Denies the number of your years
With the fingers of the potter
And the laughing tale of the fool
The arranger of disorder
With your strange and simple rules
Yes now I've met me another spinner
Of strange and gauzy threads
With a long and slender body
And a bump upon the head
Oh, hold me like a baby...
With a long and slender body
And the sweetest softest hands
And we'll blow away forever soon
And go on to different lands
And please do not ever look for me
But with me you will stay
And you will hear yourself in song
Blowing by one day
Oh, hold me like a baby...
Calypso
My name is Calypso
And I have lived alone
I live on an island
And I waken to the dawn
A long time ago
I watched him struggle with the sea
I knew that he was drowning
And I brought him into me
Now today
Come morning light
He sails away
After one last night
I let him go.
My name is Calypso
My garden overflows
Thick and wild and hidden
Is the sweetness there that grows
My hair it blows long
As I sing into the wind
My name is Calypso
And I have lived alone
I live on an island
I tell of nights
Where I could taste the salt on his skin
Salt of the waves
And of tears
And though he,pulled away
I kept him here for years
I let him go
My name is Calypso
I have let him go
In the dawn he sails away
To be gone forever more
And the waves will take him in again
But he'll know their ways now
I will stand upon the shore
With a clean heart
And my song in the wind
The sand will sting my feet
And the sky will burn
It's a lonely time ahead
I do not ask him to return
I let him go
I let him go
Então, cansou-se da solidão e de seu poder e mergulhou no mar torubulento. Nadou e combateu contra as altas ondas que plo caminho se fizeram. Cansada, por fim desistiu e decidiu deixar-se embalar para sempre num sono eterno com o Oceano.
Até que frescas mãos sentiu no rosto e num beijo de ar a acordou. Sentiu o seu interior ser comido por borbuletas, mas de forma indolor.
A sensação... A sensação que outrora vivera era mais forte, mais repentina, mais certa!
Tomou-se nesse amor, com humanidade e coração.
E vive em torno dessa sua nova natureza, feliz.
Nunca agradecera o suficiente a sorte de ter sido empurrada pla maré para a praia. E de ter sido salva por tão belo ser!
Gypsy
You come from far away
With pictures in your eyes
Of coffeeshops and morning streets
In the blue and silent sunrise
But night is the cathedral
Where we recognized the sign
We strangers know each other now
As part of the whole design
Oh, hold me like a baby
That will not fall asleep
Curl me up inside you
and let me hear you through the heat
You are the jester of this courtyard
With a smile like a girl's
Distracted by the women
With the dimples and the curls
By the pretty and the mischievous
By the timid and the blessed
By the blowing skirts of ladies
Who promise to gather you to their breast
Oh, hold me like a baby...
You have hands of raining water
And that earring in your ear
The wisdom on your face
Denies the number of your years
With the fingers of the potter
And the laughing tale of the fool
The arranger of disorder
With your strange and simple rules
Yes now I've met me another spinner
Of strange and gauzy threads
With a long and slender body
And a bump upon the head
Oh, hold me like a baby...
With a long and slender body
And the sweetest softest hands
And we'll blow away forever soon
And go on to different lands
And please do not ever look for me
But with me you will stay
And you will hear yourself in song
Blowing by one day
Oh, hold me like a baby...
Já há muito que não ouvia,
mas de facto Suzanne Vega é
uma cantora extraordinária
e encontra-se muito no topo do meu TOP.
sexta-feira, março 27, 2009
Semente
Turn it on first please...
(Emilie Simon- il pleut)
Numa semente peguei. Aquela semente que ao acaso encontrei. Depositei-a na sua cama, aconcheguei-a, dei-lhe água, coloquei-a ao sol.
Não sabia o que dali iria nascer. Se árvore, se flor... Em menos tempo que esperava ela começou a crescer, verdinha, esperançosa, com um caule forte! Entusiasmei-me, peguei numa cadeira e sentei-me. Queria ver a sua evolução.
Regava-a e ela agradecia, dançando com a brisa, sacudindo as gotas pesadas das suas ainda frágeis folhas.
Eu não comia, não dormia... Estava fascinada por vê-la crescer com os meus cuidados.
E de dia para dia ela crescia e a sua visão preenchia o meu coração outrora vazio. Quando vi, subitamente, a pequena árvore no topo da sua evolução, fiquei sem saber o que fazer. Tombei da cadeira e adormeci num sono longo e distante de tudo aquilo. Até que certo dia acordei...
A árvore tinha crescido muito! Mas estava a secar... O meu cuidado não foi o suficiente e acabei por cair num sono desleixado. E num pranto a ela me abracei e perdi perdão pela irresponsabilidade. Tinha dado tanto de mim, tão depressa e sem descanso que acabei por ficar sem as minhas reservas e adormeci.
Desenterrei-a, levei-a ao colo para o topo da montanha, na margem do rio fresco, para que nova terra tivesse e mais perto dos raios solares estivesse. Depositei-a no seu novo lugar e voltei à minha vida. Mas todos os dias a rego, com a água fresca do rio e vou renovando a terra para que não se acabem os sais minerais.
A árvore agradece e começa a expandir os seus ramos e a dar uma boa sombra para me abrigar. Cresceu relva! Cresceram-lhe flores e frutos! Que orgulho de árvore!!!
Aprendi a dar, aprendi a receber sem pressas e a sorver tudo o que de bom me aparece.
Continuo o meu trabalho com a árvore. Ela agradece, deixando-me dormir por cima da relva sob a sua sombra, alimenta-me com os seus frutos e gosta de oferecer as suas flores para decorar o meu cabelo.
Por tudo te agradeço.
(Emilie Simon- il pleut)
Numa semente peguei. Aquela semente que ao acaso encontrei. Depositei-a na sua cama, aconcheguei-a, dei-lhe água, coloquei-a ao sol.
Não sabia o que dali iria nascer. Se árvore, se flor... Em menos tempo que esperava ela começou a crescer, verdinha, esperançosa, com um caule forte! Entusiasmei-me, peguei numa cadeira e sentei-me. Queria ver a sua evolução.
Regava-a e ela agradecia, dançando com a brisa, sacudindo as gotas pesadas das suas ainda frágeis folhas.
Eu não comia, não dormia... Estava fascinada por vê-la crescer com os meus cuidados.
E de dia para dia ela crescia e a sua visão preenchia o meu coração outrora vazio. Quando vi, subitamente, a pequena árvore no topo da sua evolução, fiquei sem saber o que fazer. Tombei da cadeira e adormeci num sono longo e distante de tudo aquilo. Até que certo dia acordei...
A árvore tinha crescido muito! Mas estava a secar... O meu cuidado não foi o suficiente e acabei por cair num sono desleixado. E num pranto a ela me abracei e perdi perdão pela irresponsabilidade. Tinha dado tanto de mim, tão depressa e sem descanso que acabei por ficar sem as minhas reservas e adormeci.
Desenterrei-a, levei-a ao colo para o topo da montanha, na margem do rio fresco, para que nova terra tivesse e mais perto dos raios solares estivesse. Depositei-a no seu novo lugar e voltei à minha vida. Mas todos os dias a rego, com a água fresca do rio e vou renovando a terra para que não se acabem os sais minerais.
A árvore agradece e começa a expandir os seus ramos e a dar uma boa sombra para me abrigar. Cresceu relva! Cresceram-lhe flores e frutos! Que orgulho de árvore!!!
Aprendi a dar, aprendi a receber sem pressas e a sorver tudo o que de bom me aparece.
Continuo o meu trabalho com a árvore. Ela agradece, deixando-me dormir por cima da relva sob a sua sombra, alimenta-me com os seus frutos e gosta de oferecer as suas flores para decorar o meu cabelo.
Por tudo te agradeço.
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Bora lá ajudar!
Porque ajudar, nem sempre é dispensioso, e um sorriso traduz mil sentimentos... Deixo aqui a minha divulgação para ajudar alguém próximo do nosso colega bloguista Merchi.
Aqui fica:
"27 Janeiro 2009
...
.
... desta vez é alguém que eu conheço que precisa de ajuda. Ela foi mãe há 7 meses e precisa urgentemente de identificar um dador compativel!A ideia é conseguir chegar ao máximo de pessoas possivel no minimo tempo que conseguirmos, por isso toda a ajuda que conseguires arranjar é pouca...por favor divulga pelos amigos, clientes, pessoal ...Depois de preenchido o questionário (disponível no site) , podes passar em qualquer Agência BANIF e deixar num envelope fechado ao cuidado de:
Pedro Gomes CPIRAM - Banif Privado Funchal
Queremos juntar o máximo de registos que conseguirmos e enviar para o Centro de Histocompatibiliade do Sul. Só depois de uma quantidade grande de registos é que este Centro de Recolha tem capacidade de enviar para o Centro Hospitalar do Funchal os tubos de recolha de sangue para os possiveis dadores... por isso o tempo foge!Se te interessa este assunto podes também ir ao site do centro: http://www.chsul.pt/ para ficares a saber um bocadinho sobre estes processos.
E só mais um pormenor ... ao fazermos isto estamos a entrar na lista nacional de dadores e assim ajudar todas as pessoas que tem este problema ... nada mal, não é ? Qualquer duvida, por favor dispõe ...
Obrigado"
Eu entreguei o meu hoje!
Aqui fica:
"27 Janeiro 2009
...
.
... desta vez é alguém que eu conheço que precisa de ajuda. Ela foi mãe há 7 meses e precisa urgentemente de identificar um dador compativel!A ideia é conseguir chegar ao máximo de pessoas possivel no minimo tempo que conseguirmos, por isso toda a ajuda que conseguires arranjar é pouca...por favor divulga pelos amigos, clientes, pessoal ...Depois de preenchido o questionário (disponível no site) , podes passar em qualquer Agência BANIF e deixar num envelope fechado ao cuidado de:
Pedro Gomes CPIRAM - Banif Privado Funchal
Queremos juntar o máximo de registos que conseguirmos e enviar para o Centro de Histocompatibiliade do Sul. Só depois de uma quantidade grande de registos é que este Centro de Recolha tem capacidade de enviar para o Centro Hospitalar do Funchal os tubos de recolha de sangue para os possiveis dadores... por isso o tempo foge!Se te interessa este assunto podes também ir ao site do centro: http://www.chsul.pt/ para ficares a saber um bocadinho sobre estes processos.
E só mais um pormenor ... ao fazermos isto estamos a entrar na lista nacional de dadores e assim ajudar todas as pessoas que tem este problema ... nada mal, não é ? Qualquer duvida, por favor dispõe ...
Obrigado"
Eu entreguei o meu hoje!
terça-feira, dezembro 23, 2008
Poesia roubada!
"É urgente que as pessoas se amem
sem vergonha e sem tristeza
Que se amem com orgulho
Com a alegria pagã da joie grega
É urgente que as pessoas não se escondam
por detrás das outras pessoas
das idéias das outras pessoas
dos muros espessos do medo
É urgente que as pessoas se amem
É urgente partilhar o pão e o corpo
com a claridade da terra molhada
nas manhãs de sol
É urgente assumir a verdade "
M. A.
Gostei muito deste... =)
sem vergonha e sem tristeza
Que se amem com orgulho
Com a alegria pagã da joie grega
É urgente que as pessoas não se escondam
por detrás das outras pessoas
das idéias das outras pessoas
dos muros espessos do medo
É urgente que as pessoas se amem
É urgente partilhar o pão e o corpo
com a claridade da terra molhada
nas manhãs de sol
É urgente assumir a verdade "
M. A.
Gostei muito deste... =)
Pai Natal, a única prenda que quero é quando crescer saber escrever bem, fazer transportar os leitores para o meu mundo, para a minha escrita. Saber aconchegar corações!
Hoje estou tipo mel! Lol.
segunda-feira, março 31, 2008
Bonecas de Porcelana
Bem este post é uma transcrição do Girafa Tresloucada, achei por bem contar um pouco das minhas taras em pequenina...


Eu sempre fiquei muiiiito curiosa em relação às Bonecas de Porcelana, "objectos" tão perfeitos e tão minuciosamente detalhados... A minha mãe adora-las! Eu odeio! Que horror! Já repararam bem? Aquelas coisas são horríveis! Eu desde bem piquena que ficava sentada a olhas as bonecas de colecção da minha mãe. Achava aquilo horripilante! Eu ia mais para a esquerda ou direita, mas aquilo parecia sempre ter o olhar direccionado para mim. Creeepyyyy... =S A minha mãe falava com elas e penteava-as. Eu quase que me vomitava, se por acaso tocasse no cabelo. Que nojo! AHHH, que nojo, que nojo! Lamento e peço desculpas por este post a quem as tem como colecção, ou apenas tem algumas de estimação. Mas epah... Como diz uma amiga minha... Poupem-me o espírito! Bolas. Confesso que certo dia, em que eu era apenas uma benjamim, apanhei-me sozinha em casa, apanhei a que a minha mãe menos gostava, sentei-a numa cadeira, coloquei uma de fronte e sentei-me também. Fiquei ali a olhar aquele ser arrepiante e cheguei mesmo a ter diálogo:
- Ohhh, tu.. Olha lá. Podes responder que eu sei que falas!
- ...
- Hey! Não te faças de estúpida, porque eu sei que és um demónio! Eu sei que tu de noite te mexes e fazes rituais com as tuas amigas. Não é verdade?
- ...
- Sua "$"!#$"!#% FALA! !"$#"!%"#%#"% Chiba-te aí toda! Vá!
- ...
- Pronto, ok. Vou fazer-te falar!
E fui buscar as pinturas da minha mãe...
Pintei unhas, pintei maças do rosto. Não obtive reacção. Pensei – Hmmm... Se calhar gosta disto! Já vais ver!... - E fui buscar as canetas de feltro. MUAHAHAHAHAH!!! Deixei-a bela como nunca! Mas mais uma vez não despertei a sua ira. Senti-me triste.
(Ok, vocês estão a pensar: "Esta tipo tem problemas!" Erm.. Até não! Mas tinha 7/10 anos e tinha visto ás escondidas Chucky, o boneco diabólico. E acho que isso explica muita coisa. LOL!)
Bem, continuando... Já que não obtive nenhuma reacção. Decidi passar à tortura da grossa!!! MUAHAHAHAH!!! Limei os dedos, até se ver buraco, parti uma perna. E já irritada, por aquele ser vil não se revelar... Enchi-a de álcool, atirei-a para a banheira e ateei-lhe fogo. Disse: - "Revela-te agora!!!" – e mais uma vez nada.
Fiquei muito desiludida.
Depois do fogo consumir os trapos e estalar a boneca, meti-a no lixo e disse. - Ah... Não me deste pica! (ok isto foi medonho...)
Só sei que a minha mãe descobriu (não todos os pormenores da tortura), levei um raspanete e o resto das bonecas foi guardado.
Melhor para mim. Nunca mais tive aquelas mirones a olharem para mim!
- ...
- Hey! Não te faças de estúpida, porque eu sei que és um demónio! Eu sei que tu de noite te mexes e fazes rituais com as tuas amigas. Não é verdade?
- ...
- Sua "$"!#$"!#% FALA! !"$#"!%"#%#"% Chiba-te aí toda! Vá!
- ...
- Pronto, ok. Vou fazer-te falar!
E fui buscar as pinturas da minha mãe...
Pintei unhas, pintei maças do rosto. Não obtive reacção. Pensei – Hmmm... Se calhar gosta disto! Já vais ver!... - E fui buscar as canetas de feltro. MUAHAHAHAHAH!!! Deixei-a bela como nunca! Mas mais uma vez não despertei a sua ira. Senti-me triste.
(Ok, vocês estão a pensar: "Esta tipo tem problemas!" Erm.. Até não! Mas tinha 7/10 anos e tinha visto ás escondidas Chucky, o boneco diabólico. E acho que isso explica muita coisa. LOL!)
Bem, continuando... Já que não obtive nenhuma reacção. Decidi passar à tortura da grossa!!! MUAHAHAHAH!!! Limei os dedos, até se ver buraco, parti uma perna. E já irritada, por aquele ser vil não se revelar... Enchi-a de álcool, atirei-a para a banheira e ateei-lhe fogo. Disse: - "Revela-te agora!!!" – e mais uma vez nada.
Fiquei muito desiludida.
Depois do fogo consumir os trapos e estalar a boneca, meti-a no lixo e disse. - Ah... Não me deste pica! (ok isto foi medonho...)
Só sei que a minha mãe descobriu (não todos os pormenores da tortura), levei um raspanete e o resto das bonecas foi guardado.
Melhor para mim. Nunca mais tive aquelas mirones a olharem para mim!
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Uma fábula
Era uma vez uma pequena avezinha que vivia livremente saltitanto todo o dia! Era feliz, tinha muitos amigos! Sonhava acordada ao andar no meio da rua. E ria, ria, muito ria a avezinha. Alguns pensava que era meia louca. O que nunca a importou.
Era uma ave muito impulsiva e emotiva, sentia sempre tudo com grade emoção, fosse somente um passeio com o grupo de amigos ou um beijo apaixonado na sua paixão. Tudo para ela era motivo de dar e dar como se conseguisse abrir o peito e espalhar o amor que lá tinha dentro. Que sempre foi imenso e sempre o tentou dar de forma sincera sem nunca pedir nada em troca.
Muito amou e sempre julgou que era amada o suficiente. Teve os seus amores e os seus grandes amores. Os quais sempre foram sinceros e muito apaixonados.
Mas como tudo um dia acaba, assim esses amores acabaram. Ela viva e dinâmica viu-se triste e machucada, tinha caído do ninho que era a única coisa que conhecia e o único sítio onde se sentia segura. Viu todo o seu mundo desabar e conheceu novas realidades que nunca tiveram a ver com a sua. Então, agarrou-se ao medo que sentia e fechou-se numa pequena toca escura e aí ficou muito tempo.
Ia-se banhando com os seus raios de sol que nunca a abandoraram, os seus companheiros já de longa data. Mas eles estavam lá alto, bem no topo da árvore e por muito que se sentisse aconchegada por eles o sol da sua vida tinha-se sumido... Ela tinha-se dado a ele de forma incondicional e sobre ele ficou, até que ele queimou todas as suas penas que a permitiam voar. E foi aí que ela caíu de seu ninho.
Muito tempo se passou e essa avezinha cicatrizou, ia-se aventurando pouco a pouco sobre o manto escondido da Lua. Tentando abrir as suas asas e batendo-as furiosamente na esperança de conseguir voar de novo. Mas nada... A sua raiva não a deixava voar. Acabou por desistir.
Certo dia, a avezinha estava pulando de raíz em raíz até que encontrou o Sr. Borbuleta, que também andava meio tristão por não conseguir saír do seu velho botão de flor. Dizia que o seu pólen já não servia para polonizar as terras. Mas não se conseguia desfazer dele. Teve muito significado para si e foi através do botão dessa flor que se tinha transformado de uma pequena lagarta para uma bela borbuleta!
Então o Sr. Borbuleta e a avezinha falaram, falaram durante muitas noites enquanto passeavam pelo bosque, iluminados pela melodia doce da Lua.
A avezinha disse que conhecia uma flor linda e cheia de vida que via do seu ninho e que se tinham tornado grandes amigos desde muito novos. E levou o Sr. Borbuleta a essa nova flor.
O Sr. Borbuleta olhou a nova flor a medo, não sabia se o seu pólen era bom, se era forte o suficiente para conseguirem juntos espalhar o seu pólen e cultivar. A flor era linda forte e cheia de vida. E a pouco e pouco foi deixando o Sr. Borbuleta recolher o seu pólen.
Entretanto o Sr. Borbuleta disse à avezinha que o pólen desta nova flor era tão especial! Gostou tanto! Queria espalha-lo por toda a parte, mas não sabia se a flor estava de acordo e tinha medo de perguntar. A avezinha estava extasiada de tamanha felicidade! Tinha vontade de abrir as asas e voar ao lado do Sr. Borbuleta, mas nas suas asas viu as cicatrizes deixadas pelo sol...
O Sr. Borbuleta conhecia uma jovem mas sábia Coruja, e sabia que ela era capaz de curar a avezinha. Levou a avezinha de encontro à Coruja, que a recebeu com um grande sorriso! Era uma Coruja muito vivaça! Alegre e divertida! Tinha o dom de curar os males dos animaizinhos.
E assim aconteceu, a Coruja trtatou dela e disse à avezinha para abrir as suas asas e deixar-se levar consoante as suas vontades. A avezinha muito a medo tentou mas não conseguiu. Até que a Coruja levantou voo e disse que tinha algo muito especial para lhe mostrar.
A avezinha encheu o peito de ar e mergulhou por aqueles céus de encontro à sua Coruja e aí viu o Sr. Borbuleta a repousar em cima da nova flor, enquanto esta o tapava com as suas petalas.
A avezinha alegrou-se e agradeceu à Coruja por lhe ter dado tão bela visão do mundo. Nunca tinha visto nada assim! Estava curada e as suas cicatrizes não lhe traziam dores! Eram apenas recordações de todas as coisas boas que o Passado deixou nela.
E desde aí, a avezinha deu-se à Coruja para que sempre tomasse conta dela. Em troca dar-lhe-ia todo o amor, carinho e felicidade que conseguisse.
[O resto? O resto ainda está a acontecer. De vez a vez vejo a avezinha e pela sua alegria voando freneticamente dum lado para o outro, dá-me a certeza que tudo está bem. Espero que assim continue por muitos bons tempos. Ah, o Sr. Borbuleta e a flor, continuam a sua dança amando-se e sendo cúmplices todos os dias! E por aí vejo novas, belas e cheirosas flores.]
Era uma ave muito impulsiva e emotiva, sentia sempre tudo com grade emoção, fosse somente um passeio com o grupo de amigos ou um beijo apaixonado na sua paixão. Tudo para ela era motivo de dar e dar como se conseguisse abrir o peito e espalhar o amor que lá tinha dentro. Que sempre foi imenso e sempre o tentou dar de forma sincera sem nunca pedir nada em troca.
Muito amou e sempre julgou que era amada o suficiente. Teve os seus amores e os seus grandes amores. Os quais sempre foram sinceros e muito apaixonados.
Mas como tudo um dia acaba, assim esses amores acabaram. Ela viva e dinâmica viu-se triste e machucada, tinha caído do ninho que era a única coisa que conhecia e o único sítio onde se sentia segura. Viu todo o seu mundo desabar e conheceu novas realidades que nunca tiveram a ver com a sua. Então, agarrou-se ao medo que sentia e fechou-se numa pequena toca escura e aí ficou muito tempo.
Ia-se banhando com os seus raios de sol que nunca a abandoraram, os seus companheiros já de longa data. Mas eles estavam lá alto, bem no topo da árvore e por muito que se sentisse aconchegada por eles o sol da sua vida tinha-se sumido... Ela tinha-se dado a ele de forma incondicional e sobre ele ficou, até que ele queimou todas as suas penas que a permitiam voar. E foi aí que ela caíu de seu ninho.
Muito tempo se passou e essa avezinha cicatrizou, ia-se aventurando pouco a pouco sobre o manto escondido da Lua. Tentando abrir as suas asas e batendo-as furiosamente na esperança de conseguir voar de novo. Mas nada... A sua raiva não a deixava voar. Acabou por desistir.
Certo dia, a avezinha estava pulando de raíz em raíz até que encontrou o Sr. Borbuleta, que também andava meio tristão por não conseguir saír do seu velho botão de flor. Dizia que o seu pólen já não servia para polonizar as terras. Mas não se conseguia desfazer dele. Teve muito significado para si e foi através do botão dessa flor que se tinha transformado de uma pequena lagarta para uma bela borbuleta!
Então o Sr. Borbuleta e a avezinha falaram, falaram durante muitas noites enquanto passeavam pelo bosque, iluminados pela melodia doce da Lua.
A avezinha disse que conhecia uma flor linda e cheia de vida que via do seu ninho e que se tinham tornado grandes amigos desde muito novos. E levou o Sr. Borbuleta a essa nova flor.
O Sr. Borbuleta olhou a nova flor a medo, não sabia se o seu pólen era bom, se era forte o suficiente para conseguirem juntos espalhar o seu pólen e cultivar. A flor era linda forte e cheia de vida. E a pouco e pouco foi deixando o Sr. Borbuleta recolher o seu pólen.
Entretanto o Sr. Borbuleta disse à avezinha que o pólen desta nova flor era tão especial! Gostou tanto! Queria espalha-lo por toda a parte, mas não sabia se a flor estava de acordo e tinha medo de perguntar. A avezinha estava extasiada de tamanha felicidade! Tinha vontade de abrir as asas e voar ao lado do Sr. Borbuleta, mas nas suas asas viu as cicatrizes deixadas pelo sol...
O Sr. Borbuleta conhecia uma jovem mas sábia Coruja, e sabia que ela era capaz de curar a avezinha. Levou a avezinha de encontro à Coruja, que a recebeu com um grande sorriso! Era uma Coruja muito vivaça! Alegre e divertida! Tinha o dom de curar os males dos animaizinhos.
E assim aconteceu, a Coruja trtatou dela e disse à avezinha para abrir as suas asas e deixar-se levar consoante as suas vontades. A avezinha muito a medo tentou mas não conseguiu. Até que a Coruja levantou voo e disse que tinha algo muito especial para lhe mostrar.
A avezinha encheu o peito de ar e mergulhou por aqueles céus de encontro à sua Coruja e aí viu o Sr. Borbuleta a repousar em cima da nova flor, enquanto esta o tapava com as suas petalas.
A avezinha alegrou-se e agradeceu à Coruja por lhe ter dado tão bela visão do mundo. Nunca tinha visto nada assim! Estava curada e as suas cicatrizes não lhe traziam dores! Eram apenas recordações de todas as coisas boas que o Passado deixou nela.
E desde aí, a avezinha deu-se à Coruja para que sempre tomasse conta dela. Em troca dar-lhe-ia todo o amor, carinho e felicidade que conseguisse.
[O resto? O resto ainda está a acontecer. De vez a vez vejo a avezinha e pela sua alegria voando freneticamente dum lado para o outro, dá-me a certeza que tudo está bem. Espero que assim continue por muitos bons tempos. Ah, o Sr. Borbuleta e a flor, continuam a sua dança amando-se e sendo cúmplices todos os dias! E por aí vejo novas, belas e cheirosas flores.]
quarta-feira, novembro 14, 2007
A história do Tiago..
Vá... Isto hoje para além de estar com uma grande telha está muito dark.
Por isso, para purificar um bocadinho o ambiente, e já que daqui a nada estamos no Natal, vou escrever aqui uma história que meu lindo amor Tiago decidiu escrever na caixinha da prenda de Natal que ele me ofereceu no ano passado:
"Esta prenda é para ficares ainda mais apetitosa!!! ...para mim e não só! =P
Era uma vez... um Pai Natal muito pobrezinho e com muito soltura, que vivia no polo norte!!! Ele andava-se sempre a peidar e mataa as suas renas todas com o seu cheiro atómico.
Anos mais tarde, ele percebeu que a sua vocação era distribuir prendas por todo o mundo. Por isso raptou duendes e obrigou-os a trabalharem na fábrica de brinquedos em troca de favores sexuais... Ele andava com um chicote a correr atrás dos doentes. Mas mesmo assim ele tinha muita soltura!!! Cagava-se todo e cheirava muito mal! É por isso que o Pai Natal tem de entrar pela chaminé, porque ninguém lhe abre a porta. Além disso, tem que vir à noite porque é quando as pessoas estão a dormir e não reparam no cheiro.
Foi então que o Pai Natal faz um filho com a Mãe Natal.
Nove meses mais tarde nasceu uma menina linda que se chamava Floribella.
A Floribella infelizmente nasceu com o mesmo problema intestinal que o pai. A soltura. Mas não foi só. A Floribella nasceu com uma pila!!! Uma grande pila que ela andava sempre a sacudir.
... E foi assim a triste história.
E o Pai Natal todos os anos distribui prendas pelos meninos.
E a melhor prenda que ele podia ter dado a mim foste TU! "
Tahhhraaaaaaa!!!
Por isso, para purificar um bocadinho o ambiente, e já que daqui a nada estamos no Natal, vou escrever aqui uma história que meu lindo amor Tiago decidiu escrever na caixinha da prenda de Natal que ele me ofereceu no ano passado:
"Esta prenda é para ficares ainda mais apetitosa!!! ...para mim e não só! =P
Era uma vez... um Pai Natal muito pobrezinho e com muito soltura, que vivia no polo norte!!! Ele andava-se sempre a peidar e mataa as suas renas todas com o seu cheiro atómico.
Anos mais tarde, ele percebeu que a sua vocação era distribuir prendas por todo o mundo. Por isso raptou duendes e obrigou-os a trabalharem na fábrica de brinquedos em troca de favores sexuais... Ele andava com um chicote a correr atrás dos doentes. Mas mesmo assim ele tinha muita soltura!!! Cagava-se todo e cheirava muito mal! É por isso que o Pai Natal tem de entrar pela chaminé, porque ninguém lhe abre a porta. Além disso, tem que vir à noite porque é quando as pessoas estão a dormir e não reparam no cheiro.
Foi então que o Pai Natal faz um filho com a Mãe Natal.
Nove meses mais tarde nasceu uma menina linda que se chamava Floribella.
A Floribella infelizmente nasceu com o mesmo problema intestinal que o pai. A soltura. Mas não foi só. A Floribella nasceu com uma pila!!! Uma grande pila que ela andava sempre a sacudir.
... E foi assim a triste história.
E o Pai Natal todos os anos distribui prendas pelos meninos.
E a melhor prenda que ele podia ter dado a mim foste TU! "
Tahhhraaaaaaa!!!
quinta-feira, novembro 08, 2007
Quando o dia nos corre mal... Pode sempre correr pior!
Venho eu a chegar a casa, vinda dum dia de trabalho de "$&"%&$, quando reparo que a minha irmã não está à porta do prédio conforme combinado.
O telemóvel começa a tocar, vejo que é ela e cancelo. Toco desenfriadamente à campainha para ela se apressar, liga ela de novo:
- Tou?? (digo eu)
- Olha, tas aí em baixo?
- Sim, desce!
- Sobe!!! Vê lá se consegues abrir a porta, a Inês (minha sobrinha, 6 anos) trancou a porta e agora não conseguimos abri-la.
- Lololololol!!! Tótós dos diabos! Isso deve ser só preciso um jeitinho.
Subo as escadas, tento abrir a porta, que simplesmtente não dava sinais de querer abrir.
- Erm... Ahahah ,very funny. Deixem lá abrir isto pah.
- Não estamos a fazer nada, não dá para abrir!!!
- Tirem a chave da porta porra! (tento novamente e nada)
- Já tiramos!!!
- A Inês não terá enfiado nada para a fechadura?
- Inês!!! Não meteste mesmo nada para dentro da fechadura=
- Não!!! Já disse que não, só tranquei a porta...
Lá tento eu mais uma vez.. Nada...
- Ahhhhh !$&%)#?$&(?#$&()?!$#&)!?#$)&#?&) Bolas! Epahh, vai buscar a chave de fendas e desaparafusa na parede!
Tempos depois, ainda a ouvir os barulhos da cheve de fendas...
- Então???
- Ah, tá difícil!!!
- ????? - Mas olha lá, estás a desaparafusar de onde? Não é da fechadura!!!
- Não?! Então?!!!
- Ah, PORRA!!!! Bolas pah, eu não disse que era da porra da parede caneco??? "%")#?&%)#!?&)#!?
- Ahh, ok ok. Só um bocadinho...
....
- Já estão dois parafusos tirados, mas ainda há por dentro.. Não chegamos lá.
- Caga nisso, to farta. Porra. Afastem-se de trás da porta!
- O quê?
-Sim caneco. Façam lá isso!
- Já tá.
Tomei balanço e dei uso dos conhecimentos adquiridos nos filmes... Dei um pontapé mesmo ao estilo Hollywood, e até lascas da parede arranquei.
Final feliz!!!
Faço assim .l. para este dia!!!
No final disto... Preciso duma abadia...
O telemóvel começa a tocar, vejo que é ela e cancelo. Toco desenfriadamente à campainha para ela se apressar, liga ela de novo:
- Tou?? (digo eu)
- Olha, tas aí em baixo?
- Sim, desce!
- Sobe!!! Vê lá se consegues abrir a porta, a Inês (minha sobrinha, 6 anos) trancou a porta e agora não conseguimos abri-la.
- Lololololol!!! Tótós dos diabos! Isso deve ser só preciso um jeitinho.
Subo as escadas, tento abrir a porta, que simplesmtente não dava sinais de querer abrir.
- Erm... Ahahah ,very funny. Deixem lá abrir isto pah.
- Não estamos a fazer nada, não dá para abrir!!!
- Tirem a chave da porta porra! (tento novamente e nada)
- Já tiramos!!!
- A Inês não terá enfiado nada para a fechadura?
- Inês!!! Não meteste mesmo nada para dentro da fechadura=
- Não!!! Já disse que não, só tranquei a porta...
Lá tento eu mais uma vez.. Nada...
- Ahhhhh !$&%)#?$&(?#$&()?!$#&)!?#$)&#?&) Bolas! Epahh, vai buscar a chave de fendas e desaparafusa na parede!
Tempos depois, ainda a ouvir os barulhos da cheve de fendas...
- Então???
- Ah, tá difícil!!!
- ????? - Mas olha lá, estás a desaparafusar de onde? Não é da fechadura!!!
- Não?! Então?!!!
- Ah, PORRA!!!! Bolas pah, eu não disse que era da porra da parede caneco??? "%")#?&%)#!?&)#!?
- Ahh, ok ok. Só um bocadinho...
....
- Já estão dois parafusos tirados, mas ainda há por dentro.. Não chegamos lá.
- Caga nisso, to farta. Porra. Afastem-se de trás da porta!
- O quê?
-Sim caneco. Façam lá isso!
- Já tá.
Tomei balanço e dei uso dos conhecimentos adquiridos nos filmes... Dei um pontapé mesmo ao estilo Hollywood, e até lascas da parede arranquei.
Final feliz!!!
Faço assim .l. para este dia!!!
No final disto... Preciso duma abadia...
Lol! Ainda há gente mais louca que eu!!!
Enaaaaa!!! Isto é um fenómeno. Mas ok! Existe e ainda bem que é meu amigo!!! Noivinhooo adooorei a tua hístória!!!
Pelo menos algo que rebentou com o meu estado apático de hoje!!!
Merciiii, je t'aime cherrie ;)
Pelo menos algo que rebentou com o meu estado apático de hoje!!!
Merciiii, je t'aime cherrie ;)
sexta-feira, outubro 19, 2007
Outono...
Estação estranha tu és. Acabas com o conforto do calor, com o estado de euforia das pessoas. Trazes a melancolia e muitas vezes a tristeza.Pergunto-me, és tu que arrastas as pessoas ou simplesmente as pessoas deixam-se levar?
Gosto de ti, gosto mesmo. Gosto de ti como das outras estações. Trazes cores novas e novos cheiros, adoro o cheirinho das primeiras gotas que caem contigo. Apesar de trazeres o frio, as tuas cores são quentes, confortam. Gosto do silêncio, o espaço para a introspecção que nos proporcionas, depois da doideira do Verão.
Gosto de ver o ciclo das folhas, que caem à tua passagem, gosto de as pisar no chão e ouvi-las estalarem. Não entendo é porque ceifas também tantas vidas... A tua passagem é sempre vista como o fim...
Gosto de ti, não gosto do efeito que tens sobre as pessoas. Todos os anos é o mesmo, vejo dezenas de pessoas sempre a medo que leves alguém que amam. Para além desses que levas, outros teimaram em ir contigo, não entendo porquê, a vida é dura para todos. São opções, há quem queira esperar por ti e acompanhar-te para sempre.
Apesar de tudo, continuo sempre à espera da tua passagem. Nunca a medo, não verto lágrimas por coisas que se perdem. "Nada se perde, tudo se transforma." Acredito nisso. E são boas de mais as sensações que me dás. Gosto de aproveitar cada estação à sua maneira. Mas tu és especial, assim como a Primavera. Tu limpas, e a Primavera germina!
Povo enganado, pensam que és tu o culpado. Tenho a certeza que é o Verão. Aquele calor infernal. Desgasta a pele, mata a saúde. Mas também não é por isso que deixo de gostar dele. Gosto de ter a desculpa para me mergulhar sem medo no mar.
Vem sem medo. Já é o teu tempo. Aqui estou eu para te receber.
quarta-feira, outubro 17, 2007
"Apetece-me-te!"
Fazes-me falta, sei que é tontice, mas já estou demasiado habituada a tua presença. Temos tido pouco tempo, de ninguém é a culpa é certo, nem estou à procura de culpado, é simplesmente uma constatação.
Tenho tido saudades tuas, falamos e trocamos sms, mas falta a tua cara, o teu corpo para me poder agarrar. És tão suave, tão confortável, cheiras tão bem... Adoro quando mergulho o meu nariz no teu pescoço e inspiro bem fundo, depois sopro ao de leve sobre a tua nuca e tu encolhes-te com um arrepio. Adoro olhar-te e assim ficar, não são precisas palavras, eu sinto-te, tu sentes-me, sabes que te amo tal como eu sei que me amas e nada mais é necessário para tornar o momento perfeito.
Queria dormir contigo!!! Que vício bom de se ter, hum? Gosto de sentir a tua pele fria encostar à minha super quente como sempre e aquecer-te enquanto nos embalamos no melhor sono que se pode ter. Gostei tanto quando ainda esta semana disseste que adoravas chegar a casa e ter-me lá, que mesmo que tivesses de trabalhar em casa ia saber tão bem o facto de ter a minha presença contigo e adormecermos lado a lado. Sabes bem que queria o mesmo. Queria o nosso cantinho, só meu e teu. Mas pronto, enquanto certas coisas não são possíveis, vamos aproveitando cada momento que possamos ter.
Mal posso esperar por domingo, passar um óptimo fim de tarde contigo, ver o pôr do sol, naquele sítio que tão especial se tornou para mim. E ir para onde tem sido o nosso refugio desde o inicio aninhar-me em ti.
Bem, mas para domingo ainda falta um cadinho, contento-me em matar ressaca da tua boca hoje!
Tenho tido saudades tuas, falamos e trocamos sms, mas falta a tua cara, o teu corpo para me poder agarrar. És tão suave, tão confortável, cheiras tão bem... Adoro quando mergulho o meu nariz no teu pescoço e inspiro bem fundo, depois sopro ao de leve sobre a tua nuca e tu encolhes-te com um arrepio. Adoro olhar-te e assim ficar, não são precisas palavras, eu sinto-te, tu sentes-me, sabes que te amo tal como eu sei que me amas e nada mais é necessário para tornar o momento perfeito.
Queria dormir contigo!!! Que vício bom de se ter, hum? Gosto de sentir a tua pele fria encostar à minha super quente como sempre e aquecer-te enquanto nos embalamos no melhor sono que se pode ter. Gostei tanto quando ainda esta semana disseste que adoravas chegar a casa e ter-me lá, que mesmo que tivesses de trabalhar em casa ia saber tão bem o facto de ter a minha presença contigo e adormecermos lado a lado. Sabes bem que queria o mesmo. Queria o nosso cantinho, só meu e teu. Mas pronto, enquanto certas coisas não são possíveis, vamos aproveitando cada momento que possamos ter.
Mal posso esperar por domingo, passar um óptimo fim de tarde contigo, ver o pôr do sol, naquele sítio que tão especial se tornou para mim. E ir para onde tem sido o nosso refugio desde o inicio aninhar-me em ti.
Bem, mas para domingo ainda falta um cadinho, contento-me em matar ressaca da tua boca hoje!
domingo, outubro 07, 2007
Fazes-me sentir...
Só tu me fazes sentir uma roda vida de emoções tão boas, tão positivas, tão lindas e suaves, como poderosas, maravilhosas.
Comecei como uma pequena nascente fria e escondida que ansiava por algo maior e forte, fui percorrendo as margens daquele leito, fui alargando as minhas correntes. Saboreando novas terras, cheirando novos aromas. Tocando em novas terras, gelando aos dias de frio. Saciando a sede aos demais que por mim passavam.
Apesar de correr livre e contente, à minha vontade. Eu sempre quis algo mais. Algo onde pudesse libertar todo o meu vigor, onde pudesse fazer explodir o meu interior.
Por milhentos lugares passei, por vezes parecia que era ali onde pertencia, parecia não haver mais leito para explorar, ou o que havia parecia ter uma fresta estreita e eu não conseguiria passar.
Fui ficando, acordei certo dia a sentir-me lago. Não gostei da sensação. Procurei em meu redor algum sítio novo para explorar. Nada vi.
Certo dia ouvi uma doce melodia, despertei, como que se nunca tivesse estado realmente de olhos abertos. Havia um doce perfume no ar e a tua voz melodiosa e suave preencheu aquele lugar, chegou até ao fundo do meu leito e fez ecoar a tua doce melodia em todo o meu ser.
Procurei de onde poderia vir a tua essência e subitamente... Tal como comporta de barragem aberta, escorri e rodopiei, alarguei-me e fui desaguar ao mar. Tu estavas na praia, cantando e tocando para um número vasto de pessoas que pareciam deliciadas. Reconheci-te de longe, ainda não ouvia a tua voz. Fui dar à praia que tinha o teu perfume espalhado pelo areal.
De repente a curiosidade passou a muito mais, quando te viraste e olhaste para mim. Fui transportada para outra realidade, e de repente as minhas ondas banhavam-te o corpo, que apesar do frio, não te fizeram mover dali.
Até que certo dia vieste até mim, e apesar da minha água salgada, em mim saciaste a tua sede. E eu nos teus lábios caí rendida. Nunca uma boca tão espectacular me tinha tocado assim.
Agradeci todo o caminho percorrido, se afinal era aquele caminho que me levaria a ti.
Apesar de correr livre e contente, à minha vontade. Eu sempre quis algo mais. Algo onde pudesse libertar todo o meu vigor, onde pudesse fazer explodir o meu interior.
Por milhentos lugares passei, por vezes parecia que era ali onde pertencia, parecia não haver mais leito para explorar, ou o que havia parecia ter uma fresta estreita e eu não conseguiria passar.
Fui ficando, acordei certo dia a sentir-me lago. Não gostei da sensação. Procurei em meu redor algum sítio novo para explorar. Nada vi.
Certo dia ouvi uma doce melodia, despertei, como que se nunca tivesse estado realmente de olhos abertos. Havia um doce perfume no ar e a tua voz melodiosa e suave preencheu aquele lugar, chegou até ao fundo do meu leito e fez ecoar a tua doce melodia em todo o meu ser.
Procurei de onde poderia vir a tua essência e subitamente... Tal como comporta de barragem aberta, escorri e rodopiei, alarguei-me e fui desaguar ao mar. Tu estavas na praia, cantando e tocando para um número vasto de pessoas que pareciam deliciadas. Reconheci-te de longe, ainda não ouvia a tua voz. Fui dar à praia que tinha o teu perfume espalhado pelo areal.
De repente a curiosidade passou a muito mais, quando te viraste e olhaste para mim. Fui transportada para outra realidade, e de repente as minhas ondas banhavam-te o corpo, que apesar do frio, não te fizeram mover dali.
Até que certo dia vieste até mim, e apesar da minha água salgada, em mim saciaste a tua sede. E eu nos teus lábios caí rendida. Nunca uma boca tão espectacular me tinha tocado assim.
Agradeci todo o caminho percorrido, se afinal era aquele caminho que me levaria a ti.
quarta-feira, setembro 12, 2007
Back again...
O despertador tocou, são 7.00, 12.09.2007.
Humpf! Mais 10 min. não matam ninguém (ZZZZZZZZZZZZZZZzzzzzzzz). Triiiiiiimmmmmmmm!!!! Oh well... GET UP! Brrrrr, o Outono está a começar a querer assinalar-se. O que eu não dava para mergulhar de novo na cama e sentir o teu abraço quente.
É tempo de voltar à rotina: levantar; ir à rua com o cão; duche; pequeno almoço; trabalho. Bahhh, hoje vou de carro, esqueci-me de comprar passe (oh fuck, será que se pode comprar ainda para este mês?), é o 1º dia depois de Agosto, para mim. A camioneta de certo está a abarrotar. Não tenho vontade de sentir o cheiro fétido a pessoas. Ainda tenho o teu doce aroma a envolver-me.
Venho no carro a ouvir a chuva que já cai com alguma força, oiço KT Tunstall, o álbum acoustic extravaganzza. Calminho e com o embalar da chuva, parece ainda que estou no aconchego dos lençóis.
Decido escrever porque sim, porque sim só. Ainda é bastante cedo, faltam aproximadamente 40 min. para entrar ao trabalho. Normalmente iria logo para o escritório, mas está-me a saber bem ver os vidros a ficarem embaciados, a ouvir a chuva acompanhada pela KT, num dueto melodioso e suave, que é arranhado de mansinho pelos outros carros que passam.
Hoje as pessoas estão escuras. Querem trazer o Outono à força. E mais pesadas se tornam com os seus longos e pretos chapéus-de-chuva.
Eu cá estou de verde e recuso-me a andar por aí a passear o chapéu-de-chuva. Gosto de sentir a chuva, por mais tolinha que pareça.
Ai... 15 min. para entrar. O sono e a moleza invadem-me. Quero voltar para perto da praia! Quero poder andar sem relógio e passear pelos pontões na tua companhia, para poder contemplar aqueles maravilhosos pôr-do-sol, que em mais lado algum se vê assim.
Uma jovem rapariga passa ao lado do meu carro, veste-se em tons de vermelho e laranja. Haja alguém!!! Faz-me confusão a população vestir-se consoante o tempo que faz. Um dia meio cinzento e chuvoso pode ser lido doutra maneira, como uma introspecção ou um monólogo. Não é propriamente mau.
Bem, a chuva passou a pingos. Faltam 10 min. Oh well, acabou a minha música e já não tenho mais para escrever. Já estiquei a minha caneta. Vou esticar agora as pernas até à minha secretária, que muito deve ter de papelada lá em cima.
De volta! Depois de umas curtas, mas óptimas férias.
Humpf! Mais 10 min. não matam ninguém (ZZZZZZZZZZZZZZZzzzzzzzz). Triiiiiiimmmmmmmm!!!! Oh well... GET UP! Brrrrr, o Outono está a começar a querer assinalar-se. O que eu não dava para mergulhar de novo na cama e sentir o teu abraço quente.
É tempo de voltar à rotina: levantar; ir à rua com o cão; duche; pequeno almoço; trabalho. Bahhh, hoje vou de carro, esqueci-me de comprar passe (oh fuck, será que se pode comprar ainda para este mês?), é o 1º dia depois de Agosto, para mim. A camioneta de certo está a abarrotar. Não tenho vontade de sentir o cheiro fétido a pessoas. Ainda tenho o teu doce aroma a envolver-me.
Venho no carro a ouvir a chuva que já cai com alguma força, oiço KT Tunstall, o álbum acoustic extravaganzza. Calminho e com o embalar da chuva, parece ainda que estou no aconchego dos lençóis.
Decido escrever porque sim, porque sim só. Ainda é bastante cedo, faltam aproximadamente 40 min. para entrar ao trabalho. Normalmente iria logo para o escritório, mas está-me a saber bem ver os vidros a ficarem embaciados, a ouvir a chuva acompanhada pela KT, num dueto melodioso e suave, que é arranhado de mansinho pelos outros carros que passam.
Hoje as pessoas estão escuras. Querem trazer o Outono à força. E mais pesadas se tornam com os seus longos e pretos chapéus-de-chuva.
Eu cá estou de verde e recuso-me a andar por aí a passear o chapéu-de-chuva. Gosto de sentir a chuva, por mais tolinha que pareça.
Ai... 15 min. para entrar. O sono e a moleza invadem-me. Quero voltar para perto da praia! Quero poder andar sem relógio e passear pelos pontões na tua companhia, para poder contemplar aqueles maravilhosos pôr-do-sol, que em mais lado algum se vê assim.
Uma jovem rapariga passa ao lado do meu carro, veste-se em tons de vermelho e laranja. Haja alguém!!! Faz-me confusão a população vestir-se consoante o tempo que faz. Um dia meio cinzento e chuvoso pode ser lido doutra maneira, como uma introspecção ou um monólogo. Não é propriamente mau.
Bem, a chuva passou a pingos. Faltam 10 min. Oh well, acabou a minha música e já não tenho mais para escrever. Já estiquei a minha caneta. Vou esticar agora as pernas até à minha secretária, que muito deve ter de papelada lá em cima.
De volta! Depois de umas curtas, mas óptimas férias.
quarta-feira, agosto 08, 2007
PROCURA-SE!
Noticia de última hora! Fugiu da polícia uma criminosa perigosíssima, com um grande cadastro, poderá estar armada.
Acusada de Homicídio.

Era uma líder de um grupo de malfeitores.

Tem grandes métodos de trabalhos para conseguir aquilo que quer.

Todo o cuidado é pouco. Caso a vejam contactem as autoridades.
Acusada de Homicídio.

Era uma líder de um grupo de malfeitores.

Tem grandes métodos de trabalhos para conseguir aquilo que quer.

Todo o cuidado é pouco. Caso a vejam contactem as autoridades.
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