Mostrar mensagens com a etiqueta Devaneios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Devaneios. Mostrar todas as mensagens

sábado, fevereiro 28, 2015

Sonho I

No caminho, entre risadas, abraços e beijos roubados, apontaste para a gruta que aparecera escondida no meio da montanha e perguntaste:

- Então e ali o que acontece?
- Ali é o local onde os sonhos são devorados (pisquei-te o olho e sorri em tom de troça).

Embora tão racional, encolheste-te no meu abraço e apertaste-me ainda com mais força.

- Não quero nunca ir para lá.
- É um sítio onde nunca tenciono levar-te, não precisamos de passar por lá.
E beijei-te, não um beijo de risadas e roubado entre passos, mas um beijo intenso e apaixonado (o meu coração era teu, todo o meu ser era teu, ali naquele momento).
Olhei-te e estavas com o teu semblante muito sério e com os olhos lacrimejados. Fiz-te uma festinha na cara, ajeitei o teu cabelo e dei-te um sorriso, o qual ignoraste até que perguntaste:

- E o que nos acontece quando acordármos?

E foi aí que acordei.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Blood Roses



Nunca me tomei como uma pessoa crua. Já o achei quando não passava de uma menininha com a mania que sabia tudo.
Hoje em dia vejo-me a ser crua sem sentir quaisquer remorços. Eu coloco as minhas armadilhas e as pessoas caem lá porque querem. Mas lá está, continuo a jogar limpo.

Este é o meu jogo, são as minhas regras. A partir do momento que o aceitam jogar não me venham acusar de ser isto ou aquilo. Eu sempre deixei claro como iria ser, li e expliquei muito bem as regras...

Ainda me divertem as pessoas que tentam fazer-me cair no meu próprio tabuleiro de jogo. Tentando e julgando conseguir superar-me e deixarem-me rendida. Esse são os que choram a seguir com montes de explicações do "eu achava que tu estavas... que tu querias".
Carne, apenas carne.

Quando me cansar passo a novos peões e os outros são arrastados para fora do tabuleiro.

quinta-feira, dezembro 30, 2010

The past won't rest, until we jump the fence and leave it behind...



As fábulas foram queimadas e os animais voltaram às suas formas normais. Já não falam nem dançam, já não cantam nem sorriem, já não vivem alegremente, nem são livres! Voltaram para as suas jaulas e para a faca humana.

As histórias foram guardadas na arrecadação para ficarem por lá, para não mais terem poder sobre as nossas acções. Ficam a ganhar pó até que desaparecem por completo, ou quase, no manto do tempo.

O poeta foi arrastado em praça pública para ser enforcado! Amarraram-lhe as mãos e foi içado sobre a ravina. Já que é poeta que tenha uma morte trágica mas deslumbrante! O nó no seu pescoço está meio solto, o peso de seu próprio corpo irá apertar a corda e o poeta acabará por sufocar! Mas debaixo de seus pés, a ravina, termina com um mar imenso! E o dia ainda está bonito, o sol brilha no mar e pinta-o de prateado. O poeta chora, não porque sabe que a sua morte está próxima, mas para algo dele fazer parte daquele imenso mar!
Acusaram-no de mentir! De enganar!
Mas quem mente quando escreve sentimentos? Falsos são aqueles que nunca o fizeram! Ou os que por outro lado o fazem mas de forma batoteira... Que usam a mente e não o coração para escrever. Que pensam em cada linha que sai. Desses o poeta tem pena, porque são vazios! E vão terminar sozinhos e doentes provavelmente!
Que venha a morte e que o leve de embalo! O poeta não guarda rancor de que quem o pendurou... E sabe que a sua alma estará sempre presente no coração de quem o ama. ("A glória é dos persistentes, em detrimento dos transitórios.- R.P.)
Decidiram matá-lo porque parou de escrever... Perdeu o coração, como poderia continuar a faze-lo? Não iria ser cobarde nem falso! Jamais!
Um dia virão outras poesias... Não as mesmas, nem com o mesmo gosto. Mas serão boas poesias...

"(...)But you started a war that we can’t win
They keep erasing all the streets we grew up in
Now the music divides us into tribes
You choose your side, I’ll choose my side


All my old friends they don’t know me now
All my old friends are staring through me now
All my old friends they don’t know me now
All my old friends they don’t know me now
They don’t know me now
All my old friends, wait…"

terça-feira, dezembro 28, 2010

I'll take the consequences from my own actions

Mais uma noite sem dormir sequer uma hora seguida, ora febril, ora enjoada. Cheia de frio, pele suada e gelada!

Não houve meio de qualquer conforto esta noite. (maybe i took too many pills, "instead of making me better" they "keep making me hill")

No meio dos flashes e da incerteza da realidade e do sonho, dei por mim numa grande conversa comigo mesma, não um monólogo, mas sentei frente a frente duas partes de mim.
E ás tantas no meio da conversa, uma delas agarrou na outra, amarrou-a e escondeu-a. E não sei bem onde.
Hoje ainda me sinto doente, ainda tenho o corpo demasiado frágil. Ainda não percebi qual das partes ficou à solta... De qualquer das maneiras nunca é bom, termos apenas metade de nós a vaguear. Precisamos sempre de duas partes para ganhar o equilibrio. Mas preciso primeiramente de voltar a ganhar forças. Esta gripe bateu forte.

i'm not here

Acho que me perdi algures por aí... Ou parte de mim apenas.

O sentir está tão diferente agora! Tentada pela fealdade mundana em alguns instantes, assolada por uma veia tenebrosa e sem escrúpulos por vezes, quando haviam brigas feias eu seria a primeira a saltar e tentar acalmar a situação, já me vi sentada a observar a desejar que se destruíssem de vez, ver a destruição humana tornou-se hobbie.

A carne que se trinca, ingere-se todo o sabor e quando estiver já sem cor cospe-se. É tão fácil quanto isso! Não alimenta, não sacia, mas dá gosto à boca, pelo menos naqueles instantes. Por vezes também me dou a trincar, peço que me rasguem a carne, que me trinquem e arranquem pedaços de carne mas aviso sempre que não tem qualquer sabor, que o meu sangue agora não passa de uma pasta quase negra.

No outro dia estava nos treinos, faltavam ainda alguns minutos para a aula começar e estava sozinha, aproveitei para meditar, mas nesse dia a minha cabeça estava como que lixeira, podre e fedorenta! Não conseguia de maneira nenhuma esvazia-la, quanto mais recicla-la. Decidi ir para o saco... E bati com toda a força que consegui, só parei quando esgotada me deixei cair no tapete e reparei que tinha os nós dos dedos completamente negros. Não havia dor! Apenas as marcas dela.

Há dias disseram-me: "Tens os olhos mais doces e mais profundos...! Mas são tão imensos que não tem fim! E onde andas tu no meio deste imenso todo?"

"Bem e Mal tem a mesma face, tudo depende da época em que cruzam o caminho de cada ser humano." - Paulo Coelho, in "Demónio e a Srta. Prym"

domingo, dezembro 26, 2010

O dia e a noite mal se distinguem... Somente pelo extremo cansaço acolumado após vários dias sem dormir.
O Natal este ano teve outro gosto. Ainda mais amargo que todos os outros, mais vazio que nenhum outro.

E este ano somente pedi ao Pai Natal para acordar um dia e ver que tudo não passou de um sonho mau. Que é impossível acontecer tanto de mal ao mesmo tempo...
Em vez disso ofereceu-me na madrugada da consoada um lavar da alma, na janela do quarto, entre um ou outro carro que passavam, entre a chuva que caía e deixava de cair. Entre a nebula existente e os batuques...

In the end of each day, i know...
I just know...
That no one loves you this way,
Like i still do.
And who cares?
...
Anyway, it won't last forever.
Not like this.

quarta-feira, dezembro 01, 2010

You don't care a bit, you don't care of it

Enleada nas conversas com a minha própria sombra, com o reflexo que o fogo deixa na parede, passei para lá da consciência. Escavei um pouco mais fundo, como disse a Maria: "quando achas que chegas-te ao fundo, há sempre quem escave e chegue ainda mais fundo!", ignorante a pensar que iria encontrar água àquela profundidade. Escavei e escavei, já não ligando a nada, nem à falta de sol, nem à falta de alimentação, nada! Apenas escavava, com as mãos, já não sentindo os dedos, com o sangue misturado na terra. Perdida na imensidão do local onde cheguei, vi-me inundada em lágrimas, em suor, sangue e falta de pensamento. Pedi que viesse a morte e o tempo e me arrancassem o coração! Mas nada, ali ninguém me ouvia. Estava apenas eu. E gritei até me doer o interior! Sentei-me, enjoada com todos os sentimentos que cavalgam dentro de mim.

Ali, no meio do meu nada, reparei numa cereja no bolso, decidi come-la! E o seu sabor era delicioso! Era estaladiça, sumarenta, vermelha, brilhante. Aquela cereja fez-me despertar todos os meus sentidos. Peguei no caroço e enterrei-o! Tinha todas as condições para a semente germinar, menos o sol. Sentei-me novamente e pedi, pedi fortemente para que do meu coração estilhaçado e negro saísse luz! Sabia que bem ao fundo dele havia ainda uma força enorme, que estava apenas adormecida e magoada. De olhos bem cerrados entoei uma oração para que de mim brotasse a luz necessária para fazer crescer a semente. Para que um dia houvesse árvore, flores e frutos. E como se de uma mão se tratasse, senti uma força imensa a entrar no meu peito e a remexer no meu interior, a vasculhar no meu coração e a travar um braço de ferro com algo que não queria de lá sair. As dores eram insuportáveis! Mas eu estava como que petrificada e nada poderia fazer a não ser desejar perder os sentidos para deixar de sentir.

Até que por fim, tal como a dor final de um parto, algo do interior do meu peito saiu! Era uma luz! Tão clara, tão forte, tão quente, como jamais julguei ter em mim!
Direccionei a luz para a semente e esperei. E vou esperar que esta rebente da terra, que cresça e que no seu crescimento me leve nos seus ramos de novo para a superfície. E enquanto lhe der luz, ela dar-me-há alimento e protecção. E um dia chegaremos lá a cima.


Imogen Heap - The moment i said it

quinta-feira, outubro 21, 2010

Just feel the music



Sometimes, "words like violence...
break the silence"
"with silence comes peace,
with peace comes freedom,
with freedom comes silence..."

sábado, outubro 09, 2010

Mind a Step

Caminhar...

Aprendemos deste bebés a dar os primeiros passos. Com algum desequilíbrio ao inicio, pouco a pouco nos vamos habituando a colocar os pés, a equilibrarmo-nos enquanto temos só um pé no chão, ganhamos força nas pernas para que os passos saiam mais seguros, mais firmes. E vamos corrigindo a nossa postura.

À medida que ganhamos o hábito, vamos perdendo a novidade. À medida que vamos ganhando segurança, deixamo-nos de preocupar com o equilíbrio, ou com o facto de termos ou não forças nas pernas para nos suster. Torna-se um dado adquirido, caminhar... Banal, frequente, necessário, como respirar.
Esta semana tive a primeira aula de Tai Chi...
Nunca imaginei que me colocaria a pensar tanto! Mesmo sem ter tido esse propósito. É engraçado como as coisas que nos acontecem, conseguem ter tanto significado para nós.
Caminhar...
Claro, todos os dias o faço.
"Caminhem com posição baixa, puxem o joelho bem a cima antes de pousarem o pé no chão. Sempre de costas bem direitas, como se tivessem uma tigela de arroz no topo da vossa cabeça."
Já se sentem as pernas mais cansadas, obrigar o corpo a algo que não é seu costume pode ser muito difícil.
"Agora façam o mesmo, mas com os olhos fechados."
...

Habituamo-nos tanto à rotina, que perdemos o valor às pequenas coisas. Temos tanto por garantido, que o simples facto de caminhar de olhos fechados, torna-se num exercício completamente atrofiante. O equilíbrio torna-se tão ausente, que até o facto de respirar o influência. Inspira, pensa, força nas pernas e no tronco para te manteres direita, pousa lentamente o pé e tenta perceber a tua orientação espacial para não saíres da tua rota, expira – pensei.

Só o facto de controlar a respiração, inspirar muito mais quantidade de oxigénio que o normal, deixou-me meio drogada.
Tudo isto se aplica à vida no dia-a-dia. em todas as coisas que fazemos. Em tudo o que achamos que é adquirido. À mais pequena coisa que fuja ao comum diário, muitas vezes trememos, sentimo-nos perdidos, sem rota, sentimo-nos a cair em desequilíbrio.

Apenas desejo saber gerir a minha vida com sabedoria.
Aprender a estar preparada para todo o tipo de mudanças.
Fazer frente a contratempos e aprender a lidar e resolve-los sem stressar, sem panicar.
Quero sempre ter tempo para sorver e aproveitar tudo aquilo que me faz feliz.
Quero ter sentimentos de novidade, mas com tudo aquilo que já tenho e que muitas vezes desaproveito.
O Ser Humano pode ser muito mais feliz se de vez a vez se esforçar para não achar que tudo é garantido. Tem de saber lutar de vez em quando. Tem de saber encher bem os pulmões, ao invés de os encher apenas a 30% da sua capacidade. Tem de se aperceber da dificuldade de dar passos e aprender a correr quando for hora.

O meu grande medo é não ser pessoa o suficiente para isso.
É sentir a areia a escorrer pelos meus braços enquanto ela lentamente se esvazia das minhas mãos por entre os meus dedos.
O passo foi tomado, agora é altura de fortificar as minhas pernas para manter um equilíbrio seguro e forte, só depois colocarei o pé no chão de novo.
Um dia caminharei segura e firme novamente.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Texto roubado

"Com um último impulso, toco com a mão no fundo subaquático. Enquanto sinto o ar fugir, penso se será sempre necessário irmos ao fundo, mesmo ao fundo dos nossos terrores para conseguirmos emergir mais limpos, sãos. Naquele instante que separa a Vida da Morte, o instante que muda tudo, a bifurcação nos nossos sonhos, será aí que reside a solução? Teremos de estar próximos da sufocação para conseguirmos ver? Estaremos mais lúcidos nessa altura? Ou esse instante, em que quase vemos, quase sentimos o outro caminho, serve para despoletar os nossos sentidos mais profundos, o instinto implacável que nos grita aos ouvidos: Sobe! Sobe! SOBE!

Quem nunca sentiu esse pânico, não sabe que intensidade pode atingir o medo de tomarmos as decisões erradas, que nos levam para o fundo do poço. O medo incrível que surge quando percebemos que muitas (todas?) vezes estas decisões são instantâneas e irreversíveis.

Estranhamente, pelo menos para mim, parece que não há meio caminho. Este processo de limpeza, de "emergência", tem de ser feito a partir do fundo senão não resulta, fica incompleto, como se nos tivessemos esquecido de varrer um canto escuro de uma casa impecavelmente limpa."

"Quem nunca sentiu esse pânico, não sabe que intensidade pode atingir o medo de tomarmos as decisões erradas(...)"

"Ai mulher de tomates pah" dizem-me por vezes.
Não consigo deixar de sorrir e pensar o quão ignorantes são. O medo! O medo é o catalisador da maioria das minhas acções.
Pegando um pouco no texto em cima, por vezes fico exausta disto tudo e então jogo-me em apneia e começo a descer, lentamente, somente com o ar que tenho nos pulmões.

À medida que vou descendo, vou ficando em paz, a ideia da falta de sol e som atrai-me bastante. Leva-me para um outro mundo. O problema é o tempo, é o querer ficar naquela calma, descer cada vez mais.
No entanto, como em todos os outros espaços, há dificuldades... Existe a pressão à medida que desço, que me pontapeia o peito e os ouvidos e lentamente vejo-me obrigada a largar um pouco de ar, e mais e mais.

Quando finalmente chego ao fundo e sinto-me feliz por sentir o chão nas mãos, o ar restante sai. São já muitas as dores no peito e a pressão nos ouvidos é cada vez mais incomoda.
E é então que dou o impulso com as pernas para subir... Mas infelizmente esqueci-me que sem ar nos pulmões a subida é bem pior, as dores no peito e a pressão nos ouvidos desconcentram-me e começo a panicar. Tento por tudo bater os pés para subir, mas já não me resta grande energia, olho para cima e ainda tenho uma grande camada de água a sobrepor-me.
Não desistas! - penso. Força, só mais um esforço! - convenço-me.
Lá em cima há ar, tanto ar. Aquilo que mais anseias neste momento.

Nesse momento bato pernas e dou aos braços com toda a força que me resta. A claridade aproxima-se, a densidade da água é menor. A primeira inspiração é horrível! Tão dolorosa quanto estar sem ar. A pouco e pouco aprendo de novo como respirar, lentamente o movimento da caixa torácica abranda. Sinto-me tonta, dormente. E sem noção do espaço físico que me rodeia.

Equilibro-me... E vou direita para a toalha, onde adormeço.

quarta-feira, agosto 04, 2010

Sinceramente... Ás vezes parece que tanto faz.

E ás vezes é mesmo isso, com certas coisas claro.

Mas outras!... Enfim. O que vale é que amanhã o dia será outro. Pena ter aquela merda à perna.

Cá estarei... E o padrinho vem cá!!!

E continuarei a tentar agradar, a tentar surpreender, embora por vezes parecer não valer a pena o esforço.
Parecem coisas de caixote do lixo.

Um dia magoa, outro também, no seguinte já não, já estamos mais fortes. Mas existem sempre rasteiras. E depois dá nisto.

Oh well, back to work. Shit!

quarta-feira, abril 28, 2010

Já alguma vez tiveram a sensação de se levantarem da cama e sentirem a pele a ficar colada e a rasgar-se-vos das costas?

Já há uns dias que ando com esta sensação...

Acho que fazer 25 anos fez-me mal! (só 25?? já 25?? - R: ????????? fuck)

Neste momento, tudo o que preciso não tenho... Por isso... Estou mesmo muito chateada!... Bah.

segunda-feira, março 29, 2010

Still Growing...

...and isn't that fun?
...and isn't that scrary?
...and isn't that wonderful?

It depends of what you mean with "growing"!

For me it can be those three tings...
Right now i'm in three "growing up process".
Even in the one i've belived it can't be more!...

...oh but with you it could always be that more!
You bring the best in me! =)


sexta-feira, fevereiro 26, 2010

...O Demónio e a Srta. Prym...

"(...)Sou um industrial muito rico, muito famoso, que comandou milhares de empregados, que foi selvagem quando precisava ser, e bom quando achava que era necessário.
Alguém que viveu coisas que as pessoas nem sonham que existem, e que buscou além dos limites tanto o prazer como o conhecimento. Um homem que conheceu o paraíso quando se julgava preso ao inferno da rotina e da família, e que conheceu o inferno assim que pôde gozar do paraíso e da liberdade total. Eis o que sou, um homem que foi bom e mau a vida inteira, talvez a pessoa mais preparada para responder à minha pergunta sobre a essência do ser humano — e por isso estou aqui.(...)

Atravessamos o caminho por uma linha ténue, entre o bem e o mal, a eterna batalha, a eterna luta... Seja pelo que for, pisamos sempre os dois lados, quer ultrapassemos completamente a linha de divisão, quer apenas coloquemos o pé fora da linha, até existe quem renuncie ao caminho e decida enverdar por um dos lados apenas.

O ser humano tem sempre tanto de bom como de mau. Apenas mostra mais uma cara que outra.
Existem sempre aqueles que tentam equilibrar ambas as partes, para se tornarem neutros. É um caminho tão dificil... É quando caímos na nossa consciência! Quando vemos ambas as partes com os olhos da alma. E aí o mundo nunca mais é visto da mesma maneira.
Há sempre cicatrízes que as batalhas nos deixam. Há sempre dores que não desaparecem.

Felizmente há pessoas de espirito claro que nos trancam a alma. Que cuidam de nós. Que nos fazem aprender e retomar o caminho.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Drops from tourniquet

O tempo era simpatizante daquele momento,
E o meu pé descalço desenhou um símbolo na areia.
Tu compreendeste o que queria dizer...

A tua mão no meu peito colocaste,
E sentiste a mecânica do meu coração a suavizar.
Rapidamente me beijaste para o reanimar.

No teu corpo bebi, mil e uma gotas de prazer,
Na tua mão vi o meu destino...
Que seria precorrermos o mesmo caminho.

As certezas vão ficando cada vez mais sólidas.
Se existe realmente alguém certo,
tu és esse alguém.
E contigo é fácil caminhar.
És tão fácil de amar.
Depositar sonhos no nosso leito,
Amanhecermos lado a lado,
E saborear todos os sonhos que se vão tornando reais.

És o meu caminho,
A minha missão.
A minha vida,
A minha paz alcançada por fim.
És a minha luta do dia-a-dia.
E sem ti não teria chegado tão longe.
Obrigada amor.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Evolution...

Onde estaria eu neste momento se não tivesse rasgado o bilhete de avião?
Realmente a impulsividade, cabeça quente, infantilidade e cobardia não me faltaram naquele tempo. Que moça tola!!!

Não pensado naquilo que tenho agora... Não consigo mesmo olhar para esse capítulo e ver um final feliz se tivesse embarcado.
Teria sido um "adeus", sem explicações! Teria sido uma fugitiva...

Três anos passam muito depressa...
Agora fazendo um apanhado dos meus vigésimo primeiro ano, vejo que foi uma loucura tremenda!
O ano de 2006 foi um ano de circo e cambalhotas! Foi o ano da grande queda do trapézio surreal onde eu sentia que voava, até que bati violentamente com a tromba no chão e tive de acordar. De vez!...

Parar de culpar tudo e todos, pelas minhas derrotas, pelos meus falhanços, pelas desilusões e cicatrizes. Parar de lutar contra o próprio Ciclo da Vida! Parar com todas aquelas merdas parvas!

Foi um período, principalmente de Agosto de 2006 a Maio de 2007, em que me enfiei na minha toca. No buraco mais sujo e pequeno da minha mente e tratar de o limpar e deixa-lo funcional.
Foram precisamente nove meses... O renascer... Num ser totalmente novo! Não falo nas coisas comuns que se vêem à vista desarmada, ou numa conversa e algumas confissões. Foi muito mais!

Quem vem desde cedo comigo sabe ao que me refiro.

Em suma, a Rute cresceu, aprendeu a ser humana.
E a cima de tudo aprendeu o verdadeiro significado da palavra "Medo".

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Um dia gostava de morar aqui

Saír de Lisboa, deste reboliço. Trabalhar num sítio onde se respira mesmo ar puro! E ir para casa, sentar-me à varanda, bebendo o meu chá quentinho e ter uma vista assim para contemplar!

Sem dúvida...
Tiram-me o mar,
arrancam-me um pedaço.


(Ericeira 08/12/2009)

segunda-feira, outubro 26, 2009

Todo o medo, toda a insanidade, toda a fraqueza... Desaparece quando que abraças e deixas-me adormecer com o teu calor, com o teu odor, nessa tua pele de seda.

E os sorrisos meigos, as carícias, todo o teu ser abafa o mundo que me rodeia e passas a existir somente tu.
Na tua delicada figura, que se expande perante tão grande ser que és. E que me embala, que me envolve.

Adormeceste-me, quando no limite das minhas forças não me aguentava sequer de pé.
Tornas-te tudo tão mais fácil, tão mais simples!

Como é que há dias e coisas tão simples que para mim, para nós, sabe literalmente a céu?!

Na nossa cumplicidade, na nossa magia, tão diferente de tudo o que já vi, modelamos o nosso mundo. Criámos a nossa realidade e o nosso tempo. Construímos a nossa vida em comum, e passo a passo que damos, mesmo que hajam dias incertos, dias tristes, eu sei, eu sinto que se existe alguém tu és esse alguém.

Pois não há tempo que passe, que não traga uma brecha de renovação, que me faça ter o peito a explodir de TANTO!

terça-feira, setembro 22, 2009

ATENÇÃO: Isto nada tem a ver com politica!

Faço este post numa de comparação musical! Ok?

Digam lá que isto:


Não faz lembrar isto:


FAZ!!!

terça-feira, agosto 18, 2009

Suzanne Vega =) Vou contar uma história...

Dizem que Calypso perdeu a imortalidade quando se apaixonou, ou plo menos assim o gosto de pensar. Porque acho que nenhum amor é imortal, e só o é vivido em pleno estado quando consciente da sua possível perda. Calypso tornou-se comum mortal quando o seu coração se partiu, quando abriu mão daquilo que mais precioso tinha.

Calypso

My name is Calypso
And I have lived alone
I live on an island
And I waken to the dawn
A long time ago
I watched him struggle with the sea
I knew that he was drowning
And I brought him into me
Now today
Come morning light
He sails away
After one last night
I let him go.

My name is Calypso
My garden overflows
Thick and wild and hidden
Is the sweetness there that grows
My hair it blows long
As I sing into the wind
My name is Calypso
And I have lived alone
I live on an island
I tell of nights
Where I could taste the salt on his skin

Salt of the waves
And of tears
And though he,pulled away
I kept him here for years
I let him go

My name is Calypso
I have let him go
In the dawn he sails away
To be gone forever more
And the waves will take him in again
But he'll know their ways now
I will stand upon the shore
With a clean heart

And my song in the wind
The sand will sting my feet
And the sky will burn
It's a lonely time ahead
I do not ask him to return
I let him go
I let him go

Então, cansou-se da solidão e de seu poder e mergulhou no mar torubulento. Nadou e combateu contra as altas ondas que plo caminho se fizeram. Cansada, por fim desistiu e decidiu deixar-se embalar para sempre num sono eterno com o Oceano.
Até que frescas mãos sentiu no rosto e num beijo de ar a acordou. Sentiu o seu interior ser comido por borbuletas, mas de forma indolor.

A sensação... A sensação que outrora vivera era mais forte, mais repentina, mais certa!
Tomou-se nesse amor, com humanidade e coração.
E vive em torno dessa sua nova natureza, feliz.
Nunca agradecera o suficiente a sorte de ter sido empurrada pla maré para a praia. E de ter sido salva por tão belo ser!

Gypsy

You come from far away
With pictures in your eyes
Of coffeeshops and morning streets
In the blue and silent sunrise
But night is the cathedral
Where we recognized the sign
We strangers know each other now
As part of the whole design

Oh, hold me like a baby
That will not fall asleep
Curl me up inside you
and let me hear you through the heat

You are the jester of this courtyard
With a smile like a girl's
Distracted by the women
With the dimples and the curls
By the pretty and the mischievous
By the timid and the blessed
By the blowing skirts of ladies
Who promise to gather you to their breast

Oh, hold me like a baby...

You have hands of raining water
And that earring in your ear
The wisdom on your face
Denies the number of your years
With the fingers of the potter
And the laughing tale of the fool
The arranger of disorder
With your strange and simple rules
Yes now I've met me another spinner
Of strange and gauzy threads
With a long and slender body
And a bump upon the head

Oh, hold me like a baby...

With a long and slender body
And the sweetest softest hands
And we'll blow away forever soon
And go on to different lands
And please do not ever look for me
But with me you will stay
And you will hear yourself in song
Blowing by one day

Oh, hold me like a baby...



Já há muito que não ouvia,
mas de facto Suzanne Vega é
uma cantora extraordinária
e encontra-se muito no topo do meu TOP.