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sexta-feira, março 27, 2015

Areia e Mar 28/08/2012

Longo passo soturno ao lado do horizonte que se torna laranja, a água fresca que amansa o sangue que ferve e devolve aos olhos a sensação se infinito e serenidade.

Mergulho repetidamente, o corpo apazigua as ideias e a razão que tenta tanto, mas tanto manter-se na sua linha. Deixar de sentir seria, por momentos, uma saborosa vitória em mim mesma.

Mas o coração rompe pelas ondas agora suaves e pede que elas explodam, que enrolem os corpos, que os unam suavemente.

Oh mas que bem sabe sair da tormenta e cair na toalha de olhos fechados e não pensar, apenas restaurar a respiração, sacudida pelo mar.

 Que bom é sentir-me novamente estúpida e engolir as palavras no pensamento, pois na tua companhia é assim que me sinto, uma tola que não sabe falar e tão estupidamente egoísta com os meus sentimentos reversos. Entornar palavras para quê, quando somente a tua presença me faz tão bem? É quase como sentir-me parasita em ti, juntar-me e deixar-me ficar. Presença mais sem sentido e mentirosa. Sim mentirosa, pois jurei não dizer...

E que tenho eu de diferente do mar de costa, que humedece a areia por onde passa? Que em dias de tempestade fustiga a areia tranquila no seu leito e pede que ela vá com ele. Que morre de ciúmes do sol porque a aquece e que faz com que as pessoas se deitem nela para sentirem o calor obtido pelo sol.

Só que ao fim de contas as pessoas fartam-se pois a areia acaba por incomodar e por queimar os pés descalços. O mar de costa adora lançar ondas para que os pequenos grãos de areia se soltem e saltitem no meio da sua espuma. E o som? O som que ambos em harmonia fazem, aquele rugido
E por fim à noite, as conversas que têm, mesmo as silenciosas, ninguém as escuta.


No fim de contas foi a maré que me trouxe
do mar alto à costa.
Espero, até ao dia em que o sol faça
evaporar a última gota que me compõe.

sábado, fevereiro 28, 2015

Sonho I

No caminho, entre risadas, abraços e beijos roubados, apontaste para a gruta que aparecera escondida no meio da montanha e perguntaste:

- Então e ali o que acontece?
- Ali é o local onde os sonhos são devorados (pisquei-te o olho e sorri em tom de troça).

Embora tão racional, encolheste-te no meu abraço e apertaste-me ainda com mais força.

- Não quero nunca ir para lá.
- É um sítio onde nunca tenciono levar-te, não precisamos de passar por lá.
E beijei-te, não um beijo de risadas e roubado entre passos, mas um beijo intenso e apaixonado (o meu coração era teu, todo o meu ser era teu, ali naquele momento).
Olhei-te e estavas com o teu semblante muito sério e com os olhos lacrimejados. Fiz-te uma festinha na cara, ajeitei o teu cabelo e dei-te um sorriso, o qual ignoraste até que perguntaste:

- E o que nos acontece quando acordármos?

E foi aí que acordei.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Acreditam em milagres?

I do. I think...

A merda é acreditar e saber que não vai acontecer.
Como diz uma pessoa que eu conheço, povo enganado!

E se os sonhos são o espelho da alma, que tal partir a minha em mil pedaços? Mais coisa, menos coisa...

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Mais conclusões

Nunca sabemos o que é ser forte até o termos de ser.

Nunca sabemos o quão forte somos, até passarmos pelas coisas.

Quando achamos que estamos a ter uma força imensa, acontece mais merda para piorar e ficamos ali, de pé, aí é superação! Chama-se a isso crescer!

Há sempre pessoas que quando passam em conjunto por certas situações e reparam que há alguém que não fica na merda como eles, pensa que essas pessoas se estão a cagar. Nem por isso. O que não vêem é a armadura torcida que está por baixo. Não significa que não sofra, não significa que não queira saber. Simplesmente, se todos ficam na merda onde fica a imagem erguida?

E com isto penso, existe por aí tanta gente a lamentar-se da merda de vida, das coisas que perdem pelo caminho por se terem mostrado fracos e com uma falta de carácter imensa e uma maturidade muito aquém que a idade pede, que não sabe mesmo o que significa a palavra sofrer.
Como se pode pedir a alguém assim que se supere? E viva o lixo de pessoas que nos rodeia. Felizmente tenho tomates de mandar essa gente para a latrina onde pertence.

domingo, janeiro 16, 2011

Rumi

"I am so small I can barely be seen.
How can this great love be inside me
''Look at your eyes, they are small but they
see enormous things.""

quarta-feira, janeiro 12, 2011

The Raven - Edgar Allan Poe

Once upon a midnight dreary, while I pondered weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of some one gently rapping, rapping at my chamber door.
`'Tis some visitor,' I muttered, `tapping at my chamber door -
Only this, and nothing more.'


Ah, distinctly I remember it was in the bleak December,
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.
Eagerly I wished the morrow; - vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow - sorrow for the lost Lenore -
For the rare and radiant maiden whom the angels named Lenore -
Nameless here for evermore.


And the silken sad uncertain rustling of each purple curtain
Thrilled me - filled me with fantastic terrors never felt before;
So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating
`'Tis some visitor entreating entrance at my chamber door -
Some late visitor entreating entrance at my chamber door; -
This it is, and nothing more,'


Presently my soul grew stronger; hesitating then no longer,
`Sir,' said I, `or Madam, truly your forgiveness I implore;
But the fact is I was napping, and so gently you came rapping,
And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door,
That I scarce was sure I heard you' - here I opened wide the door; -
Darkness there, and nothing more.


Deep into that darkness peering, long I stood there wondering, fearing,
Doubting, dreaming dreams no mortal ever dared to dream before;
But the silence was unbroken, and the darkness gave no token,
And the only word there spoken was the whispered word, `Lenore!'
This I whispered, and an echo murmured back the word, `Lenore!'
Merely this and nothing more.


Back into the chamber turning, all my soul within me burning,
Soon again I heard a tapping somewhat louder than before.
`Surely,' said I, `surely that is something at my window lattice;
Let me see then, what thereat is, and this mystery explore -
Let my heart be still a moment and this mystery explore; -
'Tis the wind and nothing more!'


Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and flutter,
In there stepped a stately raven of the saintly days of yore.
Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he;
But, with mien of lord or lady, perched above my chamber door -
Perched upon a bust of Pallas just above my chamber door -
Perched, and sat, and nothing more.


Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,
By the grave and stern decorum of the countenance it wore,
`Though thy crest be shorn and shaven, thou,' I said, `art sure no craven.
Ghastly grim and ancient raven wandering from the nightly shore -
Tell me what thy lordly name is on the Night's Plutonian shore!'
Quoth the raven, `Nevermore.'


Much I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly,
Though its answer little meaning - little relevancy bore;
For we cannot help agreeing that no living human being
Ever yet was blessed with seeing bird above his chamber door -
Bird or beast above the sculptured bust above his chamber door,
With such name as `Nevermore.'


But the raven, sitting lonely on the placid bust, spoke only,
That one word, as if his soul in that one word he did outpour.
Nothing further then he uttered - not a feather then he fluttered -
Till I scarcely more than muttered `Other friends have flown before -
On the morrow he will leave me, as my hopes have flown before.'
Then the bird said, `Nevermore.'


Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken,
`Doubtless,' said I, `what it utters is its only stock and store,
Caught from some unhappy master whom unmerciful disaster
Followed fast and followed faster till his songs one burden bore -
Till the dirges of his hope that melancholy burden bore
Of "Never-nevermore."'


But the raven still beguiling all my sad soul into smiling,
Straight I wheeled a cushioned seat in front of bird and bust and door;
Then, upon the velvet sinking, I betook myself to linking
Fancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore -
What this grim, ungainly, ghastly, gaunt, and ominous bird of yore
Meant in croaking `Nevermore.'


This I sat engaged in guessing, but no syllable expressing
To the fowl whose fiery eyes now burned into my bosom's core;
This and more I sat divining, with my head at ease reclining
On the cushion's velvet lining that the lamp-light gloated o'er,
But whose velvet violet lining with the lamp-light gloating o'er,
She shall press, ah, nevermore!


Then, methought, the air grew denser, perfumed from an unseen censer
Swung by Seraphim whose foot-falls tinkled on the tufted floor.
`Wretch,' I cried, `thy God hath lent thee - by these angels he has sent thee
Respite - respite and nepenthe from thy memories of Lenore!
Quaff, oh quaff this kind nepenthe, and forget this lost Lenore!'
Quoth the raven, `Nevermore.'


`Prophet!' said I, `thing of evil! - prophet still, if bird or devil! -
Whether tempter sent, or whether tempest tossed thee here ashore,
Desolate yet all undaunted, on this desert land enchanted -
On this home by horror haunted - tell me truly, I implore -
Is there - is there balm in Gilead? - tell me - tell me, I implore!'
Quoth the raven, `Nevermore.'


`Prophet!' said I, `thing of evil! - prophet still, if bird or devil!
By that Heaven that bends above us - by that God we both adore -
Tell this soul with sorrow laden if, within the distant Aidenn,
It shall clasp a sainted maiden whom the angels named Lenore -
Clasp a rare and radiant maiden, whom the angels named Lenore?'
Quoth the raven, `Nevermore.'


`Be that word our sign of parting, bird or fiend!' I shrieked upstarting -
`Get thee back into the tempest and the Night's Plutonian shore!
Leave no black plume as a token of that lie thy soul hath spoken!
Leave my loneliness unbroken! - quit the bust above my door!
Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my door!'
Quoth the raven, `Nevermore.'


And the raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon's that is dreaming,
And the lamp-light o'er him streaming throws his shadow on the floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted - nevermore!

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Always learning

"Don't look down on anyone unless you're helping them up..!" - Jummah Mubarak

quarta-feira, dezembro 08, 2010

No i'm not


I'm not dead just floating
Underneath the ink of my tattoo
I've tried to hide my scars from you
I'm not scared just changing
Right beyond the cigarette and the devilish smile
(...)

Três coisas a menos nos ombros.
Mais três capas jogadas ao chão que deixaram de pesar.
Menos três segredos a esconder.
Finalmente um pouco mais leve.
Um pouco menos triste.
Pela primeira vez em vários meses...

segunda-feira, novembro 22, 2010

Moral Marcial

"“Há sempre um homem acima de um homem, e há um céu acima do céu”. (Provérbio Chinês) Depois disto como podemos ser tão orgulhosos de nós próprios?"

"Sem coragem, a bravura não durará muito tempo. Sem a compreensão profunda da coragem, a bravura pode ser cega e estúpida."


 

" Os chineses consideram que existem duas mentes: a mente emocional (Xin,心) e a mente racional (Yi,意). Normalmente quando falhamos em alguma coisa é porque a mente emocional domina o nosso pensamento. "

quinta-feira, novembro 18, 2010

Das lições mais importantes para mim

"Por muito que o vento sopre, uma montanha nunca se verga." - in movie Mulan

Tenho seguido sempre esta ideia desde há muitos anos. E tenho ganho muitas batalhas.

E quando muitos pensam: "Esta perdeste."

Eu respondo: A sério? Mesmo? Então porque é que nunca terás o que eu tive? E o que tenho neste momento? Por muito que te esforces NUNCA chegarás ao ponto onde estou neste momento. No topo da montanha! Porque eu tenho TUDO! E tu? Nada, apenas tapas buracos.

Eu tenho amigos super especiais, que me adoram e admiro e temos uma relação de confiança, respeito e uma amizade gigante entre nós. Já vivi o amor da minha vida! Forte, intenso, lindo! Uma história para sempre recordar. Porque o que é que são relações de sucesso? São as que duram para sempre? Podem não ser, são aquelas em que houve um sentimento assim, forte como muita gente passa uma vida inteira sem encontrar. Uma relação cheia de amizade, confiança  e um companheirismo imenso!

Tenho o curso, o qual sei que quando terminar vou ser bastante boa na minha futura profissão. Tenho o Kung Fu e o Taiji Quan que me equilibram corpo e mente de forma brutal. E que servirão para viver a minha filosofia de vida.

I've got it all!!! So think twice if you thought i loose...

And i'm strong! So strong... And i know a have a great heart, wich i try to make it more pure everyday!

Sou tudo o que muita gente nunca será. E estou tremendamente orgulhosa de mim mesma.

E agrandecendo à Farah, porque li no seu facebook algo que me fez sorrir:

"“You were born with potential.
You were born with goodness and trust.
You were born with ideals and dreams.
You were born with greatness.
You were born with wings.
......You are not meant for crawling, so don’t.
You have wings.
Learn to use them and fly.”
--Rumi,

E não nada do que escrevi é uma visão utópica. É a pura da verdade. E quem me conhece confirma.
Mas nunca somos demasiado bons nem perfeitos. Iremos evoluir e aprender até ao útimo dia das nossas vidas. E sou muito humilde para ouvir quem sabe mais, para aprender com toda a gente. Porque há sempre alguém pronto a partilhar conhecimento e eu estou sempre pronta a recebe-lo.

quinta-feira, novembro 11, 2010

We all have our scars

Ao ler o fantástico texto do Firefly, fiz o seguinte comentário:

E sim, somos apenas humanos. Largar um vício que temos é extremamente doloroso, extremamente penoso. E formam maselas que custam muito, mesmo muito a sarar.

Mas no fundo, podemos não saber exactamente o que queremos, mas sabemos sempre o que não queremos. Sempre, no fundo no fundo sabemos sempre o que não queremos. E conseguimos ser juízes da nossa própria consciência.

Por isso muitas vezes entramos em conflitos e tomamos atitudes que sabemos que estão totalmente erradas, porque se conseguimos ver nos outros conseguimos ver isso em nós próprios. O que dificulta é que apesar de sabermos bem o que não queremos. Não sabemos o que realmente queremos. E então muitas vezes vamos por tentativa/erro.

Há que saber o que fazer, há que saber conter. Porque as responsabilidades voltam a nós. Nem que seja a nossa própria moral e razão.

Por isso é que nos sentimos tantas vezes revoltados, porque cometemos erros conscientes. E na altura não queremos mesmo saber.

Mas um dia mais tarde acabamos sempre por nos dizer a nós mesmos: "Para que? Para que isto tudo se havia um caminho tão mais fácil, tão mais seguro e certo."

E só quando formos capazes de responder a nós mesmos, com siceridade, a essa pergunta é que ficamos em paz. E crescemos, aprendemos. Porque vamos de encontro a nossa fé, ao nosso sentido, à maneira como somos e como agimos.

Depois sentimo-nos tristes e culpados. Mas isso tudo passará. Tudo cicatrizará. E no fim acabamos por ficar bem.

Aprendi no curso que existem 4 processos da cura:
- Alivio da dor
- Correcção
- Fortalecimento
- Manutenção

E temos de seguir por esta ordem se não queremos que as coisas voltem a incidir. E cada passo leva seu tempo, não há tempo definido.

E isto aplica-se à nossa vida no dia-a-dia. E a manutenção será para sempre. Porque temos bagagem e conhecimento e se voltarmos a cometer o mesmo erro, a ficar com a mesma dor, é porque não fizemos um bom tratamento.


"Flies with a broken wing, she's ever so graceful, so like an angel,
but I see, tears flow quietly.

The struggle she's seen this spring, when nothing comes dancing,
paying a handsome fee, and still she smiles at me.

And I can't take it, no I can't help but wonder...

Why do we sacrifice the beautiful ones?
How do you break a heart of gold?
Why do we sacrifice our beautiful souls?
Heroes of tales unsung, untold.

Sweet as an angel sings, she gives though she has none left but the last one, free, unhesitatingly.

And I am humbled, I'm a broken mirror, and I can't help but wonder...

Why do we sacrifice the beautiful ones?
How do you break a heart of gold?
Why do we sacrifice our beautiful souls?
Heroes of tales unsung, untold."
POTF
(...)

Just try to find your way home.

sexta-feira, outubro 29, 2010

Eu sei o que o fim da estrada me traz

Cada dia se torna mais nítido...

Apesar de haver momentos em eu própria sinto que nada mais significas.
As defesas, as barreiras que criamos para nos fecharmos em nós, para tentarmos de algum modo protegermo-nos, como se de algum ataque físico fosse.
Porque complicamos tanto tudo? Porque é que tem de haver algum significado subentendido atrás de alguma coisa?

Magoamo-nos de mais com merdas as quais por vezes não deveríamos dar a importância que damos. Esquecemo-nos do que realmente importa. Gastamos o sono, a energia a pensar em soluções, a arranjar o caminho certo para o meio do labirinto, sem embater em paredes. As paredes estão lá, e vão sempre estar. Vamos sempre embater nelas. E então? Não, não será fácil. Mas no fim, onde vamos sempre ter? Ao centro. Onde está aquela maravilhosa água que nos faz sentir como se nada mais existisse.
E é nesse momento, em que estamos a explodir de felicidade, é nesse mesmo momento em que sentimos tudo muito mais a flor da pele. Tudo mais claro! E pensamos que qualquer barreira que surja é canja para passar.

Mas e porquê assim? Não deveria ser quando nos sentimos mais na dúvida? Quando a cabeça está cheia de coisas e não consegue raciocinar direito que devíamos ouvir mais o nosso próprio coração? Que não deveríamos escutá-lo com calma e perceber porque é que ele dói?

Acho que invertemos demasiadas vezes o valor das coisas, e não lutamos realmente por aquilo que tem importância.

Claro que posso estar redondamente enganada! Claro que sim. Claro que posso eu estar a cair nas armadilhas do meu próprio coração. E ver que a final o que existe são lembranças e saudades daquilo que já foi.

Por vezes é mesmo necessário tempo, tempo para o pó baixar e podermos caminhar sem levantá-lo. Deixar que caia a chuva para o prender no chão de vez. Talvez o cheiro da terra molhada venha com o mesmo odor de antigamente. Ou traga novos aromas e paz.

quinta-feira, outubro 14, 2010

The more you look the less you see, so close your eyes and start to breathe

IMOGEN HEAP - CANVAS

Slow hard dark weighed-down love, black canvas
Revolve within, you understand
Fragile earth where cracks in the temperature
Keep it cool to give, you understand
Keep it cool to give, you understand
Slow hard dark weighed-down love, black canvas
Revolve within, you understand
Fragile earth where cracks in the temperature
Keep it cool to give, you understand

Cause I just can't find the strength to pull you up and keep you taut
No I just can't find the strength to hold you up and keep you taut

Hijacked lost track light fades another day left
Its long shadows lure you in
The more you look the less you see
So close your eyes and start to breathe
Oh, you said yourself, this wasn't easy
Mm, you said yourself this wasn't easy

Oh, I just can't find the strength to pull you up and keep you taut
No, I just can't find the strength to hold you up and keep you taut

Cause I just can't find the strength
To keep you taut

Não, o mundo não é um local seguro, não é um local estável. Sentir o chão a fugir dos pés é tão comum...
Nem sempre estamos no humor de nos mantermos firmes. E porque o fazemos? Porque é costume. Lá está, o hábito... As pessoas tem o hábito de te ver com uma certa postura, se te vêem mais debruçada não te largam.
Por vezes apenas queremos ficar a sós com nós próprios.

Não vale a pena procurar locais de sonho, não não existem. Por isso fecha os olhos e imagina, sonha. Isso ninguém te tira. No dia em que alguém te tirar os sonhos, morres.
A realidade em que vivo, sou eu quem a cria. Sou eu quem a controla. Sou senhora e mestra das minhas acções, das minhas atitudes, dos meus pensamentos e desejos. E então?
Não pertenço a ninguém. Dou-me a quem quero.

O meu coração do meu peito o retirei, guardei-o numa caixa e entreguei-to, para que dele cuidasses. Tens cumprido, o melhor que consegues. O que não invalida que por vezes não te caia das mãos, ou não ande aos encontrões. Magoa sempre. Mas também, como te posso eu culpar se muitas vezes sou eu própria que vou contra ti? Nem sempre estás à espera e ficas firme.
O que não significa que te ame com todas as minhas forças.

Neste momento escolho sonhar, escolho pensar em quem não tenho perto. Em equilíbrio. Que luto dia-a-dia para o procurar. Não tem sido fácil. Mas sei que consigo. Consigo sempre. O que não quer dizer que seja perfeitamente como desejo. Mas atinge-se.

E tu... Quanto mais convivo contigo mais de ti quero saber. Quando triste estás não há vez nenhuma em que não queira pegar em ti e dar-te um abraço forte. Não me interpretes mal, não é em atitude apaixonada nem amorosa. Não, não. É na mais plena e pura amizade, que sinto que cresce de dia para dia.
Amigos, alguns cada vez mais longe e moram ao lado outros que longe estão mas nunca saem de perto.
E tu... Tu deste-me o dom de ver para além da vista. E ocupas um lugar imenso dentro de mim, para sempre.

sábado, outubro 09, 2010

Mind a Step

Caminhar...

Aprendemos deste bebés a dar os primeiros passos. Com algum desequilíbrio ao inicio, pouco a pouco nos vamos habituando a colocar os pés, a equilibrarmo-nos enquanto temos só um pé no chão, ganhamos força nas pernas para que os passos saiam mais seguros, mais firmes. E vamos corrigindo a nossa postura.

À medida que ganhamos o hábito, vamos perdendo a novidade. À medida que vamos ganhando segurança, deixamo-nos de preocupar com o equilíbrio, ou com o facto de termos ou não forças nas pernas para nos suster. Torna-se um dado adquirido, caminhar... Banal, frequente, necessário, como respirar.
Esta semana tive a primeira aula de Tai Chi...
Nunca imaginei que me colocaria a pensar tanto! Mesmo sem ter tido esse propósito. É engraçado como as coisas que nos acontecem, conseguem ter tanto significado para nós.
Caminhar...
Claro, todos os dias o faço.
"Caminhem com posição baixa, puxem o joelho bem a cima antes de pousarem o pé no chão. Sempre de costas bem direitas, como se tivessem uma tigela de arroz no topo da vossa cabeça."
Já se sentem as pernas mais cansadas, obrigar o corpo a algo que não é seu costume pode ser muito difícil.
"Agora façam o mesmo, mas com os olhos fechados."
...

Habituamo-nos tanto à rotina, que perdemos o valor às pequenas coisas. Temos tanto por garantido, que o simples facto de caminhar de olhos fechados, torna-se num exercício completamente atrofiante. O equilíbrio torna-se tão ausente, que até o facto de respirar o influência. Inspira, pensa, força nas pernas e no tronco para te manteres direita, pousa lentamente o pé e tenta perceber a tua orientação espacial para não saíres da tua rota, expira – pensei.

Só o facto de controlar a respiração, inspirar muito mais quantidade de oxigénio que o normal, deixou-me meio drogada.
Tudo isto se aplica à vida no dia-a-dia. em todas as coisas que fazemos. Em tudo o que achamos que é adquirido. À mais pequena coisa que fuja ao comum diário, muitas vezes trememos, sentimo-nos perdidos, sem rota, sentimo-nos a cair em desequilíbrio.

Apenas desejo saber gerir a minha vida com sabedoria.
Aprender a estar preparada para todo o tipo de mudanças.
Fazer frente a contratempos e aprender a lidar e resolve-los sem stressar, sem panicar.
Quero sempre ter tempo para sorver e aproveitar tudo aquilo que me faz feliz.
Quero ter sentimentos de novidade, mas com tudo aquilo que já tenho e que muitas vezes desaproveito.
O Ser Humano pode ser muito mais feliz se de vez a vez se esforçar para não achar que tudo é garantido. Tem de saber lutar de vez em quando. Tem de saber encher bem os pulmões, ao invés de os encher apenas a 30% da sua capacidade. Tem de se aperceber da dificuldade de dar passos e aprender a correr quando for hora.

O meu grande medo é não ser pessoa o suficiente para isso.
É sentir a areia a escorrer pelos meus braços enquanto ela lentamente se esvazia das minhas mãos por entre os meus dedos.
O passo foi tomado, agora é altura de fortificar as minhas pernas para manter um equilíbrio seguro e forte, só depois colocarei o pé no chão de novo.
Um dia caminharei segura e firme novamente.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Kung Fu aplicado à vida do dia-a-dia

Sometimes I thought that was always night at my heart. Until you appeared with your sunny heart. Now that we're together, we're so bright!


" A "saudação tradicional" do Kung Fu é denominada Kin Lai, devendo ser executada com ambas as mãos, sendo: a direita fechada (representando o sol) e a esquerda aberta (representando a lua) por cima da outra mão. O "sol" e a "Lua" formam um novo caractere denominado Ming (明) Significando Brilho ou esclarecimento. Principalmente nas escolas do sul da China, isso denominava que os artistas marciais eram contra a opressão imperialista da época.

Esta saudação é feita para indicar respeito e equilibrio para com o oponente.

Usar a inteligência (mão esquerda em palma) é mais eficiente do que usar o punho (mão direita fechada)."

domingo, setembro 26, 2010

Where do we go?


"So where is the hope, and where is the faith... and the love?"

"Let see colours that have never been seen,
Let's go to places no one has been.

You're in my mind all of the time,
I know that's not enough
Well if the sky can crack, there must be some way back
To love and only love."

"Go lightly down your darken way,
Go lightly underground
I'll be down there in another day
I won't rest until your found.

Let me love you true, let me rescue you,
Let me lead you where two roads meet
O come back above
Where there's only love"

terça-feira, setembro 14, 2010

Porque as boas músicas NUNCA são de mais...

Suzanne Vega - Night Vision

By day give thanks
By night beware
Half the world in sweetness
The other in fear


When the darkness takes you
With her hand across your face
Don't give in too quickly
Find the thing she's erased


Find the line, find the shape
Through the grain
Find the outline, things will
Tell you their name


The table. the guitar
The empty glass


All will blend together when
Daylight has passed


Find the line, find the shape
Through the grain
Find the outline, things will
Tell you their name


Now I watch you falling into sleep
Watch your fist curl against the sheet
Watch your lips fall open and your eyes dim
In blind faith


I would shelter you
Keep you in light
But I can only teach you
Night vision [X3]

sexta-feira, setembro 10, 2010

Se as pedras saltam, não vás por aí

Mesmo que o caminho à volta seja mais longo. Nem sempre o directo é mais perto.

 
"I escape into your escape
Into our very favorite fearscape
It's across the the sky
And across my heart
And I cross my legs
Oh my God
First my left foot
Then my right behind the other
Breadcrumbs lost under the snow"

terça-feira, agosto 10, 2010

Ontem ouvi qualquer coisa como:

"o passado é o presente com os sapatos de ontem"

Mas podem estar remendamos e limpos certo?

quarta-feira, julho 28, 2010

Jeff Buckley- Lover, You Should've Come Over


Looking out the door
I see the rain fall upon the funeral mourners
Parading in a wake of sad relations
As their shoes fill up with water


Maybe I'm too young
To keep good love from going wrong
But tonight, you're on my mind so
You never know


Broken down and hungry for your love
With no way to feed it
Where are you tonight?
Child, you know how much I need it.
Too young to hold on
And too old to just break free and run


Sometimes a man gets carried away,
When he feels like he should be having his fun
Much too blind to see the damage he's done
Sometimes a man must awake to find that, really,
He has no-one...


So I'll wait for you... And I'll burn
Will I ever see your sweet return?
Oh, will I ever learn?
Oh, Lover, you should've come over
Cause it's not too late.


Lonely is the room the bed is made
The open window lets the rain in
Burning in the corner is the only one
Who dreams he had you with him
My body turns and yearns for a sleep
That won't ever come
It's never over,
My kingdom for a kiss upon her shoulder
It's never over,
all my riches for her smiles when I slept so soft against her...
It's never over,
All my blood for the sweetness of her laughter...
It's never over,
She's a tear that hangs inside my soul forever...


But maybe I'm just too young to keep good love
From going wrong
Oh... lover you should've come over...


Yes, and I feel too young to hold on
I'm much too old to break free and run
Too deaf, dumb, and blind
To see the damage I've done
Sweet lover, you should've come over
Oh, love, well I'll wait for you
Lover, you should've come over
'Cause it's not too late.